quarta-feira, março 10, 2010

E por falar em artistas

Ao que parece, o casal Zé e Manuela,os "mártires" da comunicação social (uma que chegou onde chegou através de cunhas, entre elas, a principal, do marido e o outro que, coitado, foi "despedido" da TVI para receber uma bruta compensação e ir ganhar mais para uma empresa concorrente), foram acusados pelo seu antigo patrão de quererem instrumentalizar a informação da TVI para fins políticos.
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Claro que é uma acusação de um indivíduo que, por sua vez, foi acusado pelo casal de ser "amiguinho" do Sócrates e de não aceitar que, na TVI, se falasse mal desse seu amiguinho.
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A grande questão é esta: porque raio é que as acusações do casal Moniz são tratadas com maior enfase que as acusações do Paes do Amaral? É que, me parece a mim, depois do que se foi assistindo enquanto os dois tinham os seus poleiros na TVI, parece-me obvio que o que os movia não era a informação séria e isenta, mas sim a informação necessária para desgastar a imagem dos seus, aparentemente, adversários. A dúvida que me fica é esta: 1) Fizeram-nos por mesquinhez populismo (a tal história que é mais popular quem fala mais mal dos outros e quem cria novelas/enredos, e eu sei porque já senti na pele essa característica intrinseca em muitos portugueses); 2) Fizeram-no por afinidade política, a mando de alguem ou por iniciativa própia, a fim de entrarem na "boa onda" de alguem; ou 3) Fizeram-no por algum tipo de "vendetta" pessoal, contra o Sócrates ou mesmo o próprio PS;
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Obviamente que eu faço a minha leitura e crio as minhas dúvidas... outros fazem e criam as suas.
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PS.: Volto a referir... não me movem motivações políticas ou partidárias na elaboração destes textos, já que não acredito logo não me hei de filiar em nenhum partido. Admito que possa ser feita essa leitura, mas assumo que é errada. A minha luta é contra o que considero ser um atentado, que considero CLARO, à liberdade de ser informado, inerente e francamente intrínseca à liberdade da imprensa. Esta tem um dever de informar sem agendas. E a grande verdade é que muitos agentes de imprensa (e não só) entram em autenticas guerrilhas contra alvos bem definidos. E é contra isto que me bato.

terça-feira, março 09, 2010

"Deves ser um ganda artista"

Diriam muitos do supremo To Ginja. Não, na verdade não o é, e morre de medo a ideia de o ser.
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O grande To Ginja não está talhado para ser artista e nunca o será. No entanto, é uma criatura que gosta de escrever umas coisas ao seu jeito banal e banana. Os saudosos manifestos já lá vão e agora, To Ginja, o mais que tudo, tem outras aventuras. Nomeadamente, prepara-se para, neste verão, terminar um dos seus dois livros que se lançou a escrever à dois anos. Um deles está parado à ano e meio. O outro, vai lançado e, segundo fontes credíveis, pensa-se que poderá saír na forja neste verão.
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Tem sido, certamente, uma aventura estranha esta. E verdade seja dita, há períodos em que não apetece fazer nenhum. Talvez por isso, aquela coisa não chegue a ter muias paginas A5 (tambem porque foi escrito todo ele num bloco de notas A6) e no que surge escrito nesse bloco de notas, há ainda muita coisa que vai ser alterada para "encher chouriços" e assim ocupar mais páginas (sempre em A5). Por outro lado, para ficar mais leve, tou a pensar pô-lo em A4, e assim encurtar para umas 100 páginas só. O problema é que cem paginas me parecem um pouco curtas.
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Mesmo assim, a certeza é que, lá pro verão (e relembro que o verão dura entre Junho e Setembro), há de saír aqui um post a anunciar que o primeiro livro desse entorpedecido To Ginja estará, a bem ou a mal, terminado.

sexta-feira, março 05, 2010

Manuela Moura Guedes

Há pessoas neste mundo que chegam atingem patamares sem fazer muito para isso. Esta mulher é uma delas. Não é bonita, não sabe cantar e é uma tremendamente péssima jornalista. Foi subindo na vida e alcançando uma concreta visibilidade, muito por empurrão de pessoas extra.
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Tentou a moda, e teve algum sucesso, inicialmente. Depois alguem notou que, realmente, não primava por uma beleza assim tão forte e fecharam-se portas. Tentou a música mas depois alguem notou que não tinha grande voz para cantar e fecharam-se portas. Foi apresentadora de televisão e locutora de rádio mas, era de tão boa qualidade que acabou por se lhe ver fechadas as portas.
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Entretanto, tomou uma opção de se dedicar quase exclusivamente ao jornalismo. Até nem era muito má, mas não foi pessoa de grandes trabalhos, tendo sempre muita gente que se mexia por ela. Cpnseguiu a oportunidade de abrir telejornais e tornou-se popular, sobretudo graças à sua enorme bocarra e à frase célebre de apresentação "boa noite, eu sou a Manuela Moura Guedes". Mas, do ponto de vista do jornalismo, era claro a existencia de gente com melhor qualidade (como já tinha sido o caso na música, na moda e na apresentação). Faltava-lhe qualidade que outras mulheres tinham, mas continuava a ter quem por ela intercedesse. A verdade é que, mesmo assim, foi posta na prateleira da RTP, acabando por se juntar à TVI
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Da RTP saíu com algum galho, já que achava ter sido "injustiçada" por intervenção externa. Alguem parecia ter puxado cordelinhos para ser afastada. Foi para a TVI e lá continuou a fazer aquilo que tanto gostava de fazer: mau jornalismo. Por lá continuou durante largos anos, sendo ao mesmo tempo uma das jornalistas mais populares, tornando-se uma gaja sem papas na lingua. Não interessava se tinha razão ou não, não era isso que interessava. Tinha era de confrontar os poderosos, em prole dos fraquinhos.
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Maus estares criavam-se no próprio seio da estação TVI. Mas a senhora estava protegida. Podia continuar a fazer o jornalismo censurado pelo populismo irracional, com as costas quentes, pois o seu esposo (que já com ela havia trabalhado na RTP e que, na altura, a meteu a apresentar telejornais), estava lá e era, imagine-se, director de programação da estação.
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Em 2005, no entanto, e ao que parece, esteve quase quase a ser excluída. Malta superior e com mais poderes que o seu querido marido, havia proposto algum tipo de crítica e a menina afastou-se. Mais uma vez, para tal acontecer, era mesmo por pressões externas.
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Regressou ao activo e, anos mais tarde, entra com força com um tal de Jornal Nacional. Mais agreste e ainda com menos papas na lingua, praticando o tal mau jornalismo que a tem caracterizado desde sempre. Em 2009 terminaram o seu jornal e, mais uma vez, foram pressões externas que a afastaram, um autentico complô do governo.
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E a vida desta moça tem sido isto. Sempre foi subindo e conquistando patamares, à pala de gente que lhe garantia as costas quentes. Quando essa gente não consegue dar essa garantia, ela sai e queixa-se das pressões políticas, e de que o que ela diz faz mossa nos poderosos que acabam por conseguir afastá-la. Este foi o seu discurso ao longo de toda a vida.
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E percebe-se que existe uma campanha mordaz quando, contrariando a crítica certa e justa de que o seu jornal Nacional de sexta feira era um péssimo exemplo de jornalismo, com constantes acusações, sem fundamentação, com constantes tomas de partido concretas e definidas, quando mesmo assim se conclui que o seu afastamento se deveu a pressões de um qualquer agente do governo e não à sua completa falta de decoro e qualidade, para fazer de forma séria aquilo que ela, como todos e quaisqueres jornalistas, deveriam fazer: informar sem desinformar.
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Por tudo isto, eu assumo: sou completamente ANTI MOURA GUEDES e, para mim, depois de assistir a estas coisas que chamam de Comissões de Inquérito (que vai ter direito a post num futuro próximo), estas histórias das tentativas do governo para controlar os media não passa de um folclore em tudo igual a outros tantos, que visam apenas prepara terreno para o que vem aí a médio prazo.

terça-feira, março 02, 2010

Coisas de que me orgulho em ser Português

Falar Português
Escrever Português
Ser de um país que nem é oito nem oitenta, que tem de tudo um pouco, em doses certas
Tem praia não muito quente... serras não muito frias... campo não muito húmido... chove assim assim... temos verões não estremamente quentes... invernos não estremamente frios... primaveras e outonos com mistos de calor e frio, sol e chuva... Um país pequeno e com tudo perto umas coisas das outras, tal que tanto conseguimos estar no vale do guadiana como na praia da Comporta, no mesmo dia, a duas horas de distancia.
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Não ser espanhol... não haver terroristas com vontade ir contra as Amoreiras num Boib 747, ou a mandarem-se pelos ares no terreiro do paço. Ser do país do Mourinho. Ser do país que descobriu metade do mundo costeiro, para os Europeus. Termos dados (mais do que recebemos) umas valentes sovas aos espanhõis. Ter com figuras históricas relevantes o Camões, o Pessoa, a Amália e o Eusébio (três delas do século passado).
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Ser do país da cientista que inventou o transistor de papel. Ser do país que desenvolveu que exporta para as grandes empresas das novas tecnologias, nos EUA, uma fatia importante de cabeças brilhantes. Ser de um país neutral, tal a sua dimensão.
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Ser de um país em que os problemas de transito para as grandes cidades se resumem a enfardos de uma hora em filas de transito (ao inves de ou três, como noutras grandes cidades). Ter um país de gente desenrascada.
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Um país com uma riqueza histórica impar. Um país com uma identidade nacional/territorial com o dobro da idade do próprio país mas que, mesmo assim, nasceu à pala de interesses de gentes/pessoas de outras paragens, um pouco por acidente. Um país que só foi reino, por causa de uma birra de um tal afonso henriques (que só falhou porque não conseguiu juntar a Galiza e manter Badajós).
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Que teve um Santo Nuno Álvares, que ajdou a manter longe e, mais uma vez, a arrear o rabinho dos espanhois... uma padeira que, em aljubarrota, usou uma pá para essa missão nacional de arrear nos espanhois. Um infante D. Henrique que atravessou o mar para arrear nos mouros/infieis. Um Pedro Álvares Cabral que, antes de seguir para a India (onde tambem ia arrear mouros/infieis), quis ir passar uns dias de sol e praia no Brasil, sendo oficialmente o primeiro português a passar férias pagas pelo estado no Brasil. Um Afonso de Albuquerque que continuou, na India, a arrear os Mouros/infiéis. Um Camões que escreveu um livro à grego antigo. Um Bragança que, seguindo o exemplo de um seu super mega hiper giga avô (Nuno Álvares Pereira), arreou novamente nos espanhois e consolidou a independencia de Portugal (a Praça dos Restauradores, com aquele menir bem erecto, como quem diz "fumem, espanhois de um raio...", lembra essa restauração). Um seu neto ou bisneto que descobriu ouro no brazil e se andou a armar à pala... um Marques de Pombal que deu início à Lisboa actual e que fez nascer o vinho do Porto... Os tugas que arrearam os franceses do Napoleão, por três vezes, se bem que numa lhes deixaram entrar em Lisboa... uma tal geração de 70. Um Pessoa com imensas pessoas lá dentro... Um Almada que queria arrear num tal de Dantas... um milagre de fátima. Um salazar, que foi um mal necessário... um 25 de Abril que foi um bem ainda mais necessário. Os anos 80 do Tal Canal e do Hermanias.
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Um país que tem, mesmo assim, muitas outras coisas boas...

segunda-feira, março 01, 2010

Acordo da Ortografia

Ora, vamos lá resumir. Entenderam as cabeças brilhantes da Lusofonia criar regras que regulem e ofereçam uma certa homogeneidade, à lingua portuguesa. Vai então, acordaram um tal de Acordo Ortográfico.
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Já me chamaram "velho do restelo", mas bem dizendo até o sou. Vai daí, como qualquer bom "velhinho do restelo", entralaça-me pela espinha à dentro, uma vontade nefasta de não aceitar essa coisa de Acordo Ortográfico, só porque algumas pessoas entendem que no No brasil, em Angola, em Moçambique e em Portugal, porque se fala português, deve-se escrever da mesma maneira, com as mesmas regras.
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Mas o grande problema é que, nos diversos países de lingua oficial portuguesa, não se fala o mesmo português, da mesma forma que em regiões dentro de Portugal, se fala tambem um portugues diferente. E se se fala português diferente, porque não escrevê-lo tambem de forma diferente e, porque não tambem tambem, com regras diferentes?
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Um exemplo... em portugal, dizemos "ele fez-te alguma coisa?"... no Brasim diz-se "ele lhe fez alguma coisa?"... Logo aí, há uma diferença na forma de dizer a mesma frase. E se no Brasim se diz auguma, porque raio não poderão eles escrever a palavra como a dizem?
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Bom, se calhar diriam "não, o português, para sobreviver, tem de seguir com regras estipladas, fixas e ajustadas a todos os países que a assumem como lingua oficial. Tudo bem, cria-se um acordo ortográfico... e então, mexem-se nas regras para contrariar essa tendencia diluente do português nos varios países onde é lingua. E assim, passamos a dizer olfato, em vez de olfacto... fato, em vez de facto. otimo, em vez de óptimo, entre muitas outras palavras que sofrem alteração.
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Como já o disse, sou um velho do restelo, e acho completamente estúpido esta alteração radical que procuram impor na lingua portuguesa. A língua transforma-se sozinha e não me parece que seja necessário transformá-la por iniciativa de alguns entendidos que temem a sua diluição. Mas ela é necessária, aliás, não fosse essa diluição da língua, nós e espanhois falavamos a mesma lingua... e muito sinceramente: entre "hablar castellano" e "falar português", verdade seja dita, é muito mais bonito o português.