quinta-feira, novembro 20, 2008

Grande seca...

...Ou a definição de Democracia segundo a visão da Sra Manuela Ferreira Leite. Seja como for, depois de pérolas como “as obras públicas são boas para diminuír o desemprego de Cabo Verde ou da Ucrânia”, ou “não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite”, sai esta, em que a senhora presidente do PSD e candidata a Primeira Ministra, se é que isso existe, diz agora “que não acredita em Reformas em Democracia. Quando não se está em Democracia, a história é outra… aí eu digo como se faz, e faz-se. Até não sei se não fazia bem haver uns 6 meses sem democracia, para se fazerem as reformas, e depois voltar à democracia”.


Lá está… a democracia é uma seca. Só atrapalha esta coisa de governar.


A grande verdade é que todas as ideologias de governação, seja em democracia, seja em monarquia, em ditadura de direita ou de esquerda, ou mesmo em anarquia, todas tém um mesmo problema… é que seja qual for o sistema, são pessoas ou grupos de pessoas que mandam. E como o homem não é perfeito, acaba sempre por haver merda.


A democracia não é uma coisa nova. Já no tempo dos gregos se fazia uma coisa parecida, mais tarde os EUA pegaram na ideia e aplicaram-na no seu recém criado país. A ideia de ser um povo a ter uma voz e não viver consagrado à voz e às ideias de um rei ou imperador era boa. Com o avançar do século XX a coisa ganhou outros contornos. Alguns países quiseram experimentar essa coisa. Democracia, representantes eleitos por sufrágio, um ou outro parlamento ou assembleia nacional, etc. Depois, nos anos 20 e 30, em muitos lugares, percebeu-se que não funcionava. Havia uns que tinham maioria, criavam governo e governavam. Havia outros que eram oposição e a sua tarefa era opor-se a tudo e todos, de bom ou de mal. Em Portugal haviam governos que duravam semanas apenas, por exemplo. Era impossível ter-se consensos e, portanto, era impossível governar. Porque, muito claramente, o interesse de quase todos era apenas estar no poleiro maior. E se não pudessem estar, fariam de tudo para que quem estivesse não conseguisse governar.


E assim se chegou à ditadura. Uns gajos, andavam fartos de ver esta coisa parada, de verem incapacidades várias para que um governo conseguisse governar e desenvolver um país. Houve um golpe de estado, em 1926, e finalmente estabilizou-se a administração política. Alguns anos depois, chegou ao lugar de presidente do conselho um tal de Salazar, e toda a gente sabe o que aconteceu em seguida.


Eu não defendo a ditadura, muito menos Salazar. Não era vivo nessa altura, mas entendo que não tenha sido uma época muito agradável. O que sei, agora, é que a coisa tomou aquele rumo porque o país não soube viver, aproveitar e desenvolver uma democracia quando teve efectivamente oportunidade para tal. E sinceramente, a melhor coisa que aconteceu a Portugal, foram mesmo os anos intensos de ditadura, de silencio imposto, de censura… porque obrigou os portugueses a aprender e ambicionar o que era efectivamente a democracia. Lá está, a ideia defendida ontem pelo líder da bancada socialista: o contrário de democracia é a ditadura. E a comparação é obvia. Opta-se sempre pela a democracia ao invés da ditadura.

O que eu noto é que, em vários aspectos, há muita gente que não sabe estar em democracia, tanto de um lado como do outro. Vemos a totalidade dos partidos e dos seus representantes, interessados em defender ideias e posições contra o próprio país sob o pretexto de estarem a “defender os interesses do país, segundo a sua visão”. Tomam-se decisões e posições que vão efectivamente defender um partido ou um amigo ou, sobretudo, atacar e prejudicar aquilo que quem está no governo faz, seja certo ou errado.

Diz a senhora Manuela Ferreira Leite que faz falta uns 6 meses sem democracia. Eu concordo mais ou menos com a coisa. A verdade é, como as coisas estão, não vejo nada de bom quando, após as eleições legislativas do próximo ano, o PS vencer com maioria relativa e, à conta disso, ser incapaz de governar, quando na oposição vão estar partidos e pessoas com mais interesse em criticar e abominar as acções políticas, boas ou más, de quem vai estar no governo, do que em ajudar e contribuir para ajudar o país nos tempos difíceis que se advinham, o fundamento universal da Democracia. Vamos atingir um ponto em que à pala dos homens que a fazem mexer, esta coisa de democracia vai por a nu os seus vários defeitos (não os da democracia… mas os dos homens). Nesta coisa de democracia, a verdade nua e crua é que se precisam de maiorias absolutas. Agora, longe de mim permitir que uma pessoa como Ferreira Leite se possa tornar Primeira Ministra, com maioria absoluta, porque demonstra ter tudo menos argumentos democráticos... e não é de agora... basta lembrar os tempos em que ela e os seus parceiros governavam.

sábado, novembro 15, 2008

Carta ao Pai Natal (parte 1)

Querido Pai Natal
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Pensei em enviar-te este texto por correio mas moro em Portugal e tu não sabes o que os gajos aqui chupam em taxas disto e daquilo para a carta chegar a onde tu estás (Finlândia). E eu ainda quero ter dinheiro para comprar prendas de natal a algumas pessoas. Ao mesmo tempo, como não faço parte da tua lista de amigos do HI5, nem estou no teu msn, não tenho um endereço de email para enviar a coisa para lá… deixo portanto este texto aqui no blog. E tu que és omnipresente e passas a vida a dizer se a malta se porta bem ou mal, claro que serás capaz de vir passear aqui a este blog (até malta que não me suporta aqui passa de vez em quando, quanto mais tu que tens a profissão e as obrigações que tens). mais que não seja para queimar aquele tempo entre o banhinho quente de final de tarde e o jantar da Maria (peço desculpa, mas não sei como se chama a tua actual esposa… mas seja lá ela quem for, dá-lhe beijinhos meus).
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Adiante, tou lixado contigo!! Chamam-te o PAI NATAL. Tu como Pai que és, devias manter uma coerência e igualdade de tratamento para com os teus filhos (todos os que vivem em sociedades capitalistas, se bem que muitos chineses também também já te chamem lá pa terra deles nesta altura do ano). Mas qual é a tua de andares a dar prendas de Natal fora do Natal, a “filhos” que nem sequer se portam melhor que eu? O que é que o Miguel Cadilhe fez para poder receber a prenda de ver o estado nacionalizar-lhe as dívidas que o seu banquinho construiu ao longo destes anos, ao mesmo tempo que se enchia com lavagens de dinheiro e fugas aos impostos? Não me digas que é porque o gajo partilha com os pobres, queres ver… pois, se eu ganhasse o dinheiro ilícito que ele provavelmente amealhou, também dava aos pobres.
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E os gajos da GALP e companhia? Tão os coitados, todos os meses se queixam que isto do preço do petróleo subir muito é mau para eles… depois queixam-se também que isto do petróleo andar a descer é péssimo para eles… e tu depois espetas-lhes os balancetes financeiros com aumentos trimestrais dos lucros de 20% a 40%? Tão mas que merda é esta pah? Eu também te chamo Pai, não são só eles, porra! Também quero ver o meu lucro trimestral a aumentar 20% a 40%, em tempos de crise, e não sempre a encolher!! Mas qual é a tua?
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Só me apraz dizer que isto assim não pode ser… Tu tens filhos e tens enteados... porra, o que é que o Christian Rodriguez fez na vida para merecer um contrato como aquele assinou pelo FC Porto? Mas que raio de prenda foi aquela? O gajo tratava os frúnculos dos órfãos de Bogotá ou coisa assim? Não, não tratava! Ele nem sequer é colombiano e duvido que tenha estado na Colômbia sem ser a jogar pela selecção do Uruguai. O gajo apenas marcou alguns golos pelo Benfica e foi o seu melhor jogador, a seguir ao Rui Costa, na época passada, em que ficaram brilhantemente no 4º lugar. A verdade é que, embora alguns acreditem nisso, esse facto não é garante a salvação eterna, e muito menos deveria ser argumento para um contrato milionário nos lados do dragão.
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Enfim, estou muito chateado contigo. Tinha de desabafar porque acho injusto haver gente que não fez por isso, a receber prendas ainda por cima sem ser Natal. Ou tu és mesmo muito velho e já te encontras senil, ou então andas a brincar com esta merda. Seja como for, tou fodido contigo… mas ainda assim, dou-te uma oportunidade para te redimires desta palhaçada toda. Este ano só vou pedir uma prenda para o Natal. QUERO GANHAR UM PREMIO NO EUROMILHÕES, e prémios daqueles que compensem tipo do 3º prémio para cima!!
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E digo-te já que se não a receber, podes ter a certeza que nunca mais te vou tratar como pai. E quando te vir num centro comercial ou numa avenida movimentada, não vou andar a apontar com o dedo “olha tá ali o Pai Natal”. E se eventualmente te cumprimentar vai ser secamente, e sempre pelo teu nome próprio: Noel… só um aparte, que nome mais gay.
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Pronto, desculpa este último comentário, não tens culpa de teres esse nome, mas é que tou mesmo chateado pah… e pronto, se quiseres aliviar a minha mágoa, por assim dizer, é bom que me dês, no Natal, um 3º, 2º ou, bem bom mesmo, 1º prémio do Euromilhões… Caso contrário, caguei para ti!
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Abraços e cumprimentos!
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PS.: Tou farto da história do “portaste-te bem/portaste-te mal”. Porque aparentemente não serve de nada um gajo portar-se bem. Seja como for, se tu andares aí a cuscar a minha vida, entro com um processo contra ti por invasão de privacidade. Não sei como é que tu sabes se as pessoas se portam bem ou mal ao longo do ano, mas podes ter a certeza que te vou foder a vida se descobrir que andas por aí a meter o nariz nas coisas que eu faço, só para ajuizares se sou bem ou mal comportado.

domingo, novembro 09, 2008

Grande Magalhães

Por diversas vezes quis escrever aqui sobre o Magalhães… mas é tão fácil que às tantas perco a vontade. Há tanto por onde se pegar. Podia falar do negócio que foi feito para os produzir e comercializar, mas não tenho pachorra… podia falar das acções de formação, com os professores a cantar e a executar coreografias dignas de um autentico musical na Broadway, mas, lá está, é tão fácil…
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Mas não podia deixar de notar que este ano, a cimeira Ibero Americana foi do Sócrates. Quando o ano passado tivemos a bela troca de galhardetes entre os representantes o rei de Espanha e o Hugo Chavez, Este ano a coisa foi muito mais civilizada e animada, tudo graças ao pequeno grande Magalhães, tambem conhecido como o Tintim português.
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O entusiasmo nos chefes de estado presentes era enorme. Para quem não viu na televisão, basta lembrarem-se dos episódios dados e repetidos durante largas semanas da entrega de Magalhães nas escolas básicas, a garotos dos 6 aos 10 anos. A reacção expontanea daqueles presidentes, primeiros ministros, secretários de estado foi em tudo igual à dos nossos alunos do básico. Uma alegria e uma ansiedade enorme para poder tocar nas teclas daquele computador, passar o dedo no touchpad, ver a imagem naquele pequeno ecrã de plasma. A estupefacção e a felicidade do Lula da Silva, esplanada naqueles olhos brilhantes e naquele largo sorriso barbudo, contagiavam qualquer um… eu ao ver o presidente da Bolívia a brincar com o Magalhães com o Hugo Chavez, fiquei realmente com vontade de ter um… mas depois passou-me e fui comprar uma sandes de choco frito...
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Adiante... este ano, aparentemente, ninguém mandou calar ninguém. Tudo porque, pela primeira vez, os diálogos entre os vários se fez via Messenger. Sim, porque com um computador como o Magalhães, com tecnologia wireless, toda a gente podia estar ligado na Internet. Foi assim que Pekermen soube que o "seu" FC Porto perdera com o Leixões, que aparentemente fora capaz de se superior à legião argentina do FC Porto (Lisandro, Lucho, Mariano, Tomas Costa e Benitez.
Mas o ponto de ordem foi a funcionalidade do Magalhães para acolher jogos online. Foi então que Chavez se lembrou que tinha uma cópia crackada do CM 2009, pelo que tratou de o instalar no seu Magalhães e no de outros amigos seus (Sócrates agradeceu, mas recusou porque já a tinha no seu), entre os quais rei Juan Carlos… Chavez, quando o rei lhe dera a camisola com o “porque non te callas” estampada, prometera.lhe em troca um barril de petróleo de graça e uma cópia mais recente do Championship Manager.
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E assim foi… os dois passaram a cimeira a jogar CM, Juan Carlos com o seu Real Madrid, e Chavez com o Barça. Juan Carlos conseguiu levar o Cristiano Ronaldo para o Real Madrid. Com o que sobrou, foi ainda capaz de ir buscar o grande Di Maria, ao Benfica, por 45 milhões de euros, sonho de muitos jornalistas desportivos portugueses. O jogo entre ambos teve lugar durante o discurso do Sócrates e foi seguido em rede pelos restantes chefes de estado (é possível ver na televisão a forma entusiasta como os vários chefes de estado assistiam, nos seus Magalhães, ao Real Madrid – Barcelona).
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Juan Carlos escalou um onze num clássico 4-4-2. Casillas, guarda redes. Depois Pepe, Canavarro, Sergio Ramos e o jovem Drenthw na lateral esquerda… O meio campo, Higuain e Sneyder no centro, com Sneyder a ter uma seta apontada para a posição 10. Nas alas, Robben na esquerda e Cristiano Ronaldo na direita, colocados na posição intermédia entre o meio campo e o ataque e com setas apontadas para a frente. Van Nystelroy e Raul eram os avançados centro.
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Chavez jogava com Buffon, que contratou à Juventus, Puyol, Dani Alves e Marquez. Xavi e Ineasta no meio campo. Depois, Messi a 10, Henry na ala esquerda, Bojan na direita, Eto e Adriano, contratado ao Inter de Mourinho. Um audacioso 3-2-1-4, extremamente ofensivo.
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Primeiro lance de perigo pertenceu ao Real Madrid, com um remate ao poste de Robben. Depois uma jogada de ataque do Barcelona causava perigo em Barnabeu, com um cabeceamento de Henry ao lado. Responde o Madrid, por uma jogada individual de Ronaldo que, deixando tudo no caminho e com muito espaço na lateral direita, consegue um cruzamento para um remate forte de Nistelroy, mas para defesa de Buffon. No canto, nota toada ofensiva do Real Madrid. Um sufoco, com Buffon a fazer sucessivas defesas. E depois de uma dessas defesas, contra ataque do Barcelona… golo de Eto, depois de uma arrancada de Messi do meio campo, com apenas dois defesas no caminho. Nada bom para o real, que continuava no sufoco mas sem conseguir marcar. Perto do intervalo, novo lance de ataque cortado por Dani Alves, que serve a bola perfeita para Bojan. Este leva a bola a frente e desfere um remate certeiro, sem hipóteses para Casillas. Estava feito o 2-0.
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Ao intervalo, Juan Carlos fez uma alteração. Tirou Drenthe e apostou em Guti, para jogar na posição de Sneyder e passar este para 10. Chavez não mexeu na equipa. Mais uma vez, é o Real Madrid que surge com perigo. Remate forte de Ronaldo, para outra defesa de Buffon para canto. Só dava Real. Mas entretanto dá-se o caso do jogo… depois de uma arrancada de Ronaldo, ele é rasteirado dentro da área… penalti contra o Barcelona, cartolina vermelha para Marquez e lesão grave para Ronaldo que teve de ser substituído (ficou de fora por 15 meses)… entrou Di Maria. Penalti tomado por Raul e golo. Estava feito o 1-2. O primeiríssimo da Venezuela não mexeu na equipa. Deixou-se ficar à mesma com dois defesas. Apostou tudo, jogando com o “bola longa” e “contra ataque”.
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E é num contra ataque que chega ao 3-1. Mais uma vez, corte de Dani Alves, passe para Messi, que encosta na linha para Henry e este cruza, para um cabeceamente certeiro de Adriano. O jogo continua, sem jogadas de perigo. Depois, há um lance em que Higuain perde a bola para xavi. Este desfere um potente remate, do meio da rua, e acerta com a baliza. 1-4… e assim termina o jogo. NO final, todos pegavam no pobre rei D. Carlos, até o seu primeiro ministro Senor Zapatero, (adepto do Atlético). Mas a boa disposição reinou naquela cimeira, uma das mais bem dispostas de todas. E tudo graças a Sócrates, que foi aplaudido por todos no jantar de despedida e primado com belos comentários de “el sócrates es de la malta, el Sócrates es de la malta, el Sócrates es de la maltaaaaa… e bush es un cabron”
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Numa votação feita em cartões cartões pintados com lápis de cor pelos chefes de estado (costumam fazer isso em todas as cimeiras), elegeram o “chiefe mas cool”… e claro que ganhou o Sócrates, que inovou aquelas cimeiras com o seu “portuguesito Magalhães”. Todos unanimemente lhe agradeciam.Na última noite, cada um no seu quarto, fizeram uso da capacidade de banda do Magalhães para jogarem em rede, simultaneamente e uns contra os outros, um Torneio de PES 2009 (acho que foi o Lula da Silva que distribuiu as copias crakadas do jogo), cada um com o seu país de origem. Ganhou o Pecherman, numa final emotiva contra Portugal. Sócrates esteve brilhante no seu comando mas o burro foi mesmo ele, já que Pecherman soube vencer por 3-2… aparentemente o guarda-redes escalonado para o jogo foi o Ricardo e Pecherman descobriu como marcar golos sem dar hipótese... em vez de rematar, fazia cruzamentos para a baliza… Tivesse descoberto essa técnica mais cedo, e o pobre do Sócrates teria terminado o jogo com uma goleada à antiga.

sábado, novembro 08, 2008

El finale

Terminou o Jejum de Setembro de 2008... venha o próximo!!

quarta-feira, novembro 05, 2008

Vicitudes (acho que se escreve assim)

Dia 7 de Novembro vou estrear-me, com uma camisola diferente, no sítio que acolheu o meu culto anos e anos a fio. Vou logo jogar contra a minha “primeira” antiga equipa. Vou rever miúdos que tiveram o azar de ser treinados por mim duas épocas inteiras. Alguns deles que deram os primeiros dribles e lançaram as primeiras bolas naquele clube sob minha orientação, que ouviram e levaram com muitos gritos da minha parte, que fizeram muitos suicidas e tiveram muitos castigos, mas que também apanharam com efusivos gritos de felicitação quando eram concretos com o que se lhes era pedido. Miúdos que levei aos Açores, ao Minho, ao Porto, a Valado de Frades, a Reguengos de Monsaraz, a Grândola, ao Algarve e a tantos outros lugares, sempre dignificando a camisola e o clube nos jogos efectuados e na postura fora deles.
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Esses miúdos tiveram a felicidade de se verem acolhidos, o ano passado, na orientação de uma pessoa que é uma referência para mim. A mesma pessoa que me puxou para aquele clube em Setembro 1996. O Jorge Bruno foi o primeiro treinador que tive ali. Com ele passei dois anos a trabalhar, a aprender realmente o que era o basket, a aprender a jogá-lo mas sobretudo aprendi a estar na modalidade e no clube.
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De início, quando apanhei o Jorge Bruno como treinador, chocou-me um pouco a personalidade forte que aquele treinador tinha. Em alguns momentos, parecia que nos ia atirar com o banco sueco à cabeça quando não fazíamos as coisas com o empenho e a concentração exigida. Mas depois notava as efusivas respostas que nos dava quando no treino ou no jogo surgíamos a jogar “à sua imagem”. A forma espontânea como “explodia” em alegria quando as coisas mais simples saiam com qualidade. Essa forma de estar definiu-me também no caminho que optei percorrer e há uma parte singela de “Jorge Bruno” na minha postura de treinador (mas obviamente, preciso de “comer muita sopa” para lhe “chegar aos calcanhares”).
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Ensinou-nos a disputar cada jogo com uma intensidade que mais nenhuma equipa, naquele ano, soube ter. Começamos a época a levar 30 pontos do Queluz, que era apenas a segunda equipa de Lisboa… Chegamos ao nacional a espetar-lhes 20, com dois autenticos festivais de basket, no Barreiro e em Queluz. A duas jornadas do final da fase regular do nacional, já estávamos apurados para a final 4, que ia ter lugar em Sangalhos. E lá fomos nós, como autênticos “outsiders”. Ninguém, a não ser nós dentro da equipa, seria capaz de apostar alguma coisa em nós.
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Foi com enorme surpresa, para muitos mas não para nós próprios, que vencemos o Galitos logo na primeira jornada, que jogava em casa e era mesmo o principal favorito. Continuamos a surpreender toda a gente, menos nós próprios, com o Belenenses, campeão de Lisboa e uma equipa também com fortes ambições. No último jogo confirmamos que éramos efectivamente a melhor equipa, ganhando ao Vasco da Gama, depois de uma 2ª parte de luxo (ao intervalo perdíamos por 18 pontos). Tornamo-nos campeões, deixando muitos “leigos” a pensar “como é que aqueles “meias-lecas” do Barreiro conseguiram ganhar aquele campeonato? Resposta fácil… muito trabalho, muita entrega. Não houve equipa naquele ano que defendesse melhor que nós, corresse mais que nós ou jogasse sequer com metade da intensidade que nós impúnhamos no jogo. Mérito enorme para um treinador que conseguiu criar ali um grupo muito forte e com enorme personalidade competitiva… um grupo claramente à sua imagem e à imagem do clube que representavam.
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Encontro vários itens de comparação entre esta equipa de agora e a de 1997/98.. Não podia deixar de fazer esta referência nesta altura, deixando ao mesmo tempo um reconhecimento aos miúdos, que me aturaram dois anos, no Minibasket e nos Iniciados, assim como ao treinador que me levou para aquela casa. Curiosamente, vai ser ele, agora também, o treinador a “apadrinhar” a minha estreia em jogos oficiais naquele ginásio, como rival. Desejo-lhes enorme sucesso na época desportiva… excepção aos jogos que vierem a fazer contra mim, está claro. Que consigam repetir o êxito que nós tivemos à 10 anos atráz...

sábado, novembro 01, 2008

I'm Yours - Jason Mraz

Esta é a minha música, no momento. Passei a última semana e ir e vir de setúbal a passar e a repetir esta música no MP3, vezes e vezes sem conta. Revela bem a minha abertura para a música.
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Como já várias vezes referi, tenho gostos bem alargados relativamente à música. Para mim a coisa funciona de uma forma muito simples. Ouvi as outras músicas desse bacano, e sinceramente não houve nenhuma que eu gostasse... é mesmo um gajo que não toca nem canta o meu género de música. No entanto, aquela música entra tão bem pelos ouvidos e torna-se uma das minhas preferidas, assim sem mais nem menos.
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Para os que não conhecem fica aqui o video da canção, tocada e cantada ao vivo, num concerto na Koreia. Só se ouve o som de guitarra, um batuque e a voz dele, que por sinal até é porreira. Aconselho a ouvirem essa música (se é que já não a ouvirem)... o resto das músicas dele, eu pessoalmente dispenso...
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I'm Yours
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Well you done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracks
And now I'm trying to get back
Before the cool done run out
I'll be giving it my bestest
Nothing's going to stop me but divine intervention
I reckon its again my turn to win some or learn some
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I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours
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Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love love love love
Listen to the music of the moment, people dance and sing
we’re just one big famaly
It's your God-forsaken right to be loved love loved love love
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So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours.
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I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
But my breath fogged up the glass
And so I drew a new face and laughed
I guess what I be saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanity and just go with the seasons.
It's what we aim to do
Our name is our virtue
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I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours
.
Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find the sky is yours
Please don’t, please don’t, please don’t
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours

Chulos mais chulos não há…

Isto a propósito de uma ideia simples. Considero que as Auto Estradas devem ter portagens, desde que seja disponibilizado uma via secundária que sirva de alternativa. Excepção feita nas pontes de dimensão considerával, nomeadamente as pontes sobre o Tejo... Mas essa taxação deveria ser gerida e controlada pelo Estado, e nunca por uma empresa privada. Por uma simples razão, que passo a explicar…
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A Atlântico e a Brisa são dois exemplos de empresas que gerem as Auto Estradas em Portugal. Cobram as portagens, responsabilizam-se pela sua manutenção e pelas obras que nela venham a ser efectuadas. Poderão dizer, “ah, se existem duas empresas no mesmo mercado, então há concorrência”. Eu digo: não, não há. Haveria concorrência se, as mesmas empresas, detivessem duas autoestradas paralelas que ligassem dois destinos. Aí, o publico podia optar pela que apresentasse melhores serviços. Isso é, para mim, concorrência. O que acontece é que se eu quiser atravessar o rio Tejo de carro, pago, neste caso à Lusoponte... Se eu quiser usar a A2, para ir po trabalho, pago à Brisa. Ou seja, gere-se um monopólio nesses troços específicos que faz com que essas empressa chulem o que quiserem aos utentes, sem perigo de consequencias. Não há opção para os utentes nem alternativa. Todas as empresas que existam, chupam portagens, mais nada.
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Como é obvio, seria estúpido investir em duas ou três auto estradas diferentes para fazer o mesmo trajecto. Mas mais estúpido é o estado dignar-se a ter a gestão das auto-estradas entregues a privados. Tanto para mais quando, grande parte dessas auto-estradas foi o próprio estado que construiu com o dinheiro dos contribuíntes. Porque razão metem essas auto estradas a render para privados?
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Concordo com as portagens nas Auto Estradas, como disse, desde que exista também alternativas à utilização delas. No entanto defendo absolutamente que essas portagens devem ser pagas directamente ao estado e não à Brisa ou a outra qualquer empresa. Qual é a lógica que faz o estado ir desembolsar 1200 milhões de Euros numa terceira travessia sobre o Tejo, que depois será taxada pela Lusoponte, forçando os utilizadores a pagar as obras suportadas pelo estado e ainda a dar mais um bom bocado para que uma empresa privada tenha lucros abusivos?