Frio Maldito
Frio do castanho Outono aclamadoAfasta o Verão num horizonte distante
Aquece o coração com um calor destoado
Foca os Sentidos num sentimento dormente
Estranho frio que se sente
Olhares que visavam relutantes
Tão forte evocação de beleza
Destoam do que fora antes
Um grave motivo de fraqueza
Sincero, não engana, não mente
O estranho frio que se sente
Aperta o peito num pálido feito
Sufoca o coração num abraço sem jeito
E distante lá vai o estival sujeito
E as vanglórias de um frio que soube ser quente
E as memórias vividas numa paixão ardente
E as hábeis palavras que não foram tornadas
E as longas demandas que não foram saudadas
E no fim, silencio vazio e gelado
Gelada postura de um triste fado
Franca inércia de um amor fugido
Revela-se a fonte e encara de frente
O estranho frio que o homem sente
8 de Outubro de 2008
To Ginja
