Coisas de que me orgulho em ser Português
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Ser de um país que nem é oito nem oitenta, que tem de tudo um pouco, em doses certas
Tem praia não muito quente... serras não muito frias... campo não muito húmido... chove assim assim... temos verões não estremamente quentes... invernos não estremamente frios... primaveras e outonos com mistos de calor e frio, sol e chuva... Um país pequeno e com tudo perto umas coisas das outras, tal que tanto conseguimos estar no vale do guadiana como na praia da Comporta, no mesmo dia, a duas horas de distancia.
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Não ser espanhol... não haver terroristas com vontade ir contra as Amoreiras num Boib 747, ou a mandarem-se pelos ares no terreiro do paço. Ser do país do Mourinho. Ser do país que descobriu metade do mundo costeiro, para os Europeus. Termos dados (mais do que recebemos) umas valentes sovas aos espanhõis. Ter com figuras históricas relevantes o Camões, o Pessoa, a Amália e o Eusébio (três delas do século passado).
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Ser do país da cientista que inventou o transistor de papel. Ser do país que desenvolveu que exporta para as grandes empresas das novas tecnologias, nos EUA, uma fatia importante de cabeças brilhantes. Ser de um país neutral, tal a sua dimensão.
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Ser de um país em que os problemas de transito para as grandes cidades se resumem a enfardos de uma hora em filas de transito (ao inves de ou três, como noutras grandes cidades). Ter um país de gente desenrascada.
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Um país com uma riqueza histórica impar. Um país com uma identidade nacional/territorial com o dobro da idade do próprio país mas que, mesmo assim, nasceu à pala de interesses de gentes/pessoas de outras paragens, um pouco por acidente. Um país que só foi reino, por causa de uma birra de um tal afonso henriques (que só falhou porque não conseguiu juntar a Galiza e manter Badajós).
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Que teve um Santo Nuno Álvares, que ajdou a manter longe e, mais uma vez, a arrear o rabinho dos espanhois... uma padeira que, em aljubarrota, usou uma pá para essa missão nacional de arrear nos espanhois. Um infante D. Henrique que atravessou o mar para arrear nos mouros/infieis. Um Pedro Álvares Cabral que, antes de seguir para a India (onde tambem ia arrear mouros/infieis), quis ir passar uns dias de sol e praia no Brasil, sendo oficialmente o primeiro português a passar férias pagas pelo estado no Brasil. Um Afonso de Albuquerque que continuou, na India, a arrear os Mouros/infiéis. Um Camões que escreveu um livro à grego antigo. Um Bragança que, seguindo o exemplo de um seu super mega hiper giga avô (Nuno Álvares Pereira), arreou novamente nos espanhois e consolidou a independencia de Portugal (a Praça dos Restauradores, com aquele menir bem erecto, como quem diz "fumem, espanhois de um raio...", lembra essa restauração). Um seu neto ou bisneto que descobriu ouro no brazil e se andou a armar à pala... um Marques de Pombal que deu início à Lisboa actual e que fez nascer o vinho do Porto... Os tugas que arrearam os franceses do Napoleão, por três vezes, se bem que numa lhes deixaram entrar em Lisboa... uma tal geração de 70. Um Pessoa com imensas pessoas lá dentro... Um Almada que queria arrear num tal de Dantas... um milagre de fátima. Um salazar, que foi um mal necessário... um 25 de Abril que foi um bem ainda mais necessário. Os anos 80 do Tal Canal e do Hermanias.
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Um país que tem, mesmo assim, muitas outras coisas boas...

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