sexta-feira, março 13, 2009

Condolencias

Este é o 100º Post que deixo aqui no blog...
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Todas as vidas tém um fim. Eu, pessoalmente, não temo o fim da minha... mas cada vez mais tremo pelo fim da vida daqueles que me são próximos. Sofri muito com a morte do meu avô, à 9 anos. Sofri em silencio. Sofri na minha forma peculiar. Foi a primeira vez que uma pessoas que fazia efectivamente parte real na minha vida se ia embora dessa forma. Mesmo agora, ainda não consigo tecer considerações sobre a morte dele... prefiro e opto sempre por considerar a vida que tive com ele.
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Mas nos últimos meses, pessoas que me eram próximas tambem caíram. Pessoas que me habituei a ter por perto ao longo da minha vida. Pessoas com quem partilhei alguma coisa. Uma conversa, um projecto, umas férias.
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Apesar de próximas, apesar da dor que tambem senti, percebi que não era nem de perto nem de longe comparada àquela que sentiam as esposas, os filhos, os irmãos, as mães e os pais... Partilhava a perca de uma pessoa importante, mas a for era diferente. E de um modo egoísta, sem dúvida, assolei-me do medo que tenho em perder pessoas que me sejam tão proximas como eram aquelas que aquelas pessoas perderam...
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Mal sabia eu que enquanto me perdia nesse medo, o verdadeiro medo que eu tenho na minha vida, um amigo é assolado com a triste experiencia de perder alguem.
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É triste esta realidade em que todos tém de morrer um dia. Triste mas necessária. Já o disse uma vez e repito-o. Todas as memórias, todas as vivencias, os ensinamentos as zangas, as teimas, todos sorrisos, todas as tristezas, tudo aquilo que uma pessoa vincou ou provocou, de bom e de mau, é o que fica no final. E é quanto basta para tornar imortal um nome e uma figura.
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Porque no final ficam as memórias, e quanto mais ricas forem, mais vivas se tornam... e alguem que partiu, na realidade estará sempre ao nosso lado.
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Um grande abraço Mach6 e força para ti e para a tua família, neste momento de dor, neste difícil carreiro que tém de ultrapassar. Desejo-vos força, muita força, para encarar de frente a tristeza que vos apoquenta, saudosos por terem de dizer adeus a alguem tão próximo, mas felizes pelos momentos bons que com ele tiveram e que o tempo jamais apagará.

quarta-feira, março 11, 2009

Vai uma Ginja..

Tá um gajo almoçar e apanha, na mesa em frente, um grupo de bacanos com mais do que idade para ter juízo a dissecar pérolas como:
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1) Eu sou pela democracia mas o que faz falta a Portugal é uma Sibéria... Devia-se fazer comó Staline fazia com alguns políticos que por aí andam";
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2) "Não tenho nada contra os imigrantes. Não posso é com ciganos..."
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3) ~"Não sou Racista, mas não gosto de ser gamado e 40% do crime é feito por imigrantes"
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4) "Eu cá digo-o, sem preconceitos: sou de estrema direita... Mas sou democrata. Apenas acho que deviam correr com os imigrantes todos que por aí andam a gamar os tugas no trabalho e na rua";
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Ora vamos por partes... um gajo diz-se pela democracia. Acrescenta que fazia falta uma repressão "à Staline" a alguns políticos que por aí andam... não é racista mas não pode com ciganos... não tem nada contra os imigrantes, mas deviam correr com eles todos porque roubam trabalho aos tugas e 40% da criminalidade é feita por eles tambem... e finaliza dizendo que é um gajo de estrema direita, mas que se considera democrata.
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Que nome se dá a uma pessoa assim tão coerente e tão certa daquilo que diz?

terça-feira, março 10, 2009

Uma outra Crise II

Cada vez mais somos engolidos pelas falsas noticias. Toda a gente fala no desemprego que aumenta exponencialmente, de mês para mês. Esta é, realmente, a crise que nos afecta... ou melhor, é um resultado da verdadeira crise. Não queria mesmo escrever um post aqui sobre essa crise, e até vou tentar não falar dela. Ao invés, vou comentar uma outra crise, que em paralelo com a outra que falei à dias, nos apoquenta aos anos: as "falsas" crises.
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Como é que uma empresa pode dizer que está a ser afectada pela crise, quando apresenta resultados francamente positivos? Como é que algum chairman pode justificar acções como defensivas relativamente "à crise", como por exemplo despedindo funcionários, quando os seus lucros continuam a ser ordinários? Que filha de putice é esta que passamos o ano a ouvir as GALPs e as BPs e outras petrolíferas a queixarem-se da sua incapacidade para definir preços mais justos nos combustíveis e depois apresentam aí resultados aberrantemente superiores?
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Existe uma crise real por aí. Há empresas que não conseguem sobreviver. Não conseguem investir e mostrar-se ao mercado com capacidade para subsistir. Outras há que precisam menos de baixar os custos. Para essas a crise é real. Para outras, a crise é, somente, uma pedra no sapato.
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A EDP apresentou, num ano supostamente de crise, os melhores resultados de sempre. Mais de mil milhões de euros em lucros. Os mesmos que tiveram, coitados, de aumentar os preços de electricidade, porque não podiam dar-se a luxos de dar benezes aos contribuintes e às empresas. A mesma que recebeu uma decisão judicial de que não podia cobrar o aluguer das caixas de electricidade mas que contornou essa decisão abulindo realmente essa cobrança mas criando uma nova taxa de cobrança.
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A GALP, a tal que teve dificuldade em segurar o preço dos combustiveis porque o preço do petróleo estava a aumentar muito e que manteve as dificuldades em segurar o preço dos combustiveis porque o preço do petróleo estava a baixar muito, essa que, coitada, não conseguia adequar os preços dos combustiveis a valores mais certos e adequados à sociedade portuguesa, a coitadinha que nada podia fazer porque pagam impostos muito altos sobre os combustiveis, teve aumento de lucros na ordem dos 14%. Ou seja, em ano de crise, aumentaram ainda mais os lucros.
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E o BCP, outros coitadinhos... estes então, tal era a crise, chegaram a propor-se a usufruír das garantias do estado para poderem investir. Coitados, falta-lhes dinheiro, estão em crise. E realmente, tiveram uma quebra singela nos lucros. Apenas ganharam algo na ordem dos 200 milhões de euros. Singelo não é? Temos todos muita pena destes, e só esperamos que possam regressar rapidamente à mó de cima. Eu até estou disponível para iniciar uma campanha para todos juntos encetarmos um peditório para ajudar o BCP.
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É bom ver que a culpa é toda dos governos. São os sucessivos governos que nos roubam diariamente, que nos chupam o tutano ou que nos entalam com despesas. A culpa que o governo tem é só uma: permitir que seja a ganancia de empresas privadas a definir o fraco poder de compra dos portugueses. Realmente, não acho que os ordenados efectivamente sejam baixos... altos são os preços a que nos cobrem tudo e qualquer coisa. Electricidade cara, gas caro, gasoleo e gasolina cara, sempre acima do que seria adequado. E isso não é o governo que determina, são as empresas. O único erro dos governos foi (shame on you PS de Guterres) privatizar e desbratar tudo o que era grande empresa publica. GALP, EDP são brilhantes exemplos disso, sem esquecer, a minha preferida, a Brisa.
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A crise existe realmente, mas não é de agora... há muito que este país vem dando sinais de autenticos sinais de ganancia por parte dos empresários/comerciantes. Fodam-se eles todos.