Gloria abre o album Octuber, o 2º album de originais dos U2. Clinicamente rotulados como uma banda de rock sonoro. Grandes doses de bateria e ritmos fortes de viola e baixo. Esta música é a melhor daquele album, todo ele muito semelhante, em termos de sonoridade. Sinceramente, eu não gostei muito desse album, porque claramente há músicas quase identicas (Wiht a Shout e Rejoice são praticamente identicas, em termos de sonoridade). No entanto, tem muitas "overrated", sendo Gloria uma dessas, mas assim são tambem Scarlet e I Fall Down.
Relativamente a Gloria, é uma música que revela o espiritualismo religioso dos U2, em especial do próprio Bono. Vê-se isso em muitas músicas, mas esta terá sido a primeira em que os U2 misturaram a fé com a música. Não é um hino religioso, mas alguns versos nesta música são passagens da própria bíblia. O próprio refrão faz notar essa característica de Bono, de ser um católico devoto, não fosse ele Irlandês.
Talvez por isso, Gloria se tornou um som overrated. Era ostensivamente religiosa, e os U2 queriam se vincar ir para além de fronteiras e crenças. Por isso, a música foi ficando de parte dos seus concertos, anos mais tarde. Apesar de ser um dos Hits daquele álbum, foi deixada de fora da colectânea "best of 1980-90". No entanto os U2 nunca deixaram de expor abertamente a sua fé no catolicismo, nos vários concertos e nas variadíssimas músicas que foram compondo desde sempre.
Cá fica Gloria, numa versão tocada ao vivo em 1984
I try to sing this song I...I try to stand up But I can't find my feet I try, I try to speak up But only in you I'm complete
Gloria...in te domine Gloria...exultate Gloria...Gloria Oh Lord, loosen my lips
I try to sing this song I...I try to get in But I can't find the door The door is open You're standing there You let me in
Gloria...in te domine Gloria...exultate Oh Lord, if I had anything Anything at all I'd give it to you I'd give it to you
Sem dúvida, a música que se chega à frente quando se fala em U2. Sem dúvida a música mais conhecida e mais marcante de todas as que eles fizeram. Sem dúvida, o seu hino. Seu e tambem de um povo inteiro.
Surgiu com o album War. Era para ser um dos singles do album, mas não o foi no Reino Unido e Irlanda. A música era polémica. O Bloody Sunday, domingo sangrento, foi um triste episódio que teve lugar na Irlanda do Norte, a 30 de Janeiro de 1972, quando soldados ingleses abriram fogo sobre uma manifestação pacífica que se desenvolvia na pequena cidade de Derry.
A música recorda esse triste acontecimento e presta a homenagem às 14 pessoas que morreram ali. Mas a música tambem aponta o dedo. Aos que dispararam sobre a multidão e tambem sobre aqueles que defendiam uma luta sangrenta contra o jugo inglês. E isto não foi visto com bons olhos por muitos irlandeses. As críticas chegaram mesmo, mas eles conseguiam passar mensagem de paz que defendiam."This song is not a rebel song, this song is 'Sunday Bloody Sunday'", repetiam incessantemente concerto após concerto.
A mensagem passou... Sunday Bloody Sunday não tomava partidos. Era um grito a favor da paz. E tornou-se um hino a favor daqueles que não deviam ser mártires.
Aí ficam dois videos... a versão que saíu no album War e uma versão ao vivo, na Irlanda, em 1986
Esta é outra música quase invisível. A chamada "overated", ou seja é daquelas que pouco se conhecem e que raramente se ouvem. Pessoalmente estranho-o, porque acho-a muito boa, havendo claramente outras (até mesmo das overated, como a Bad), que são bem melhores.
Veio metida no album com o mesmo nome. Um album muito mais "artístico". Sons instrumentais mais pensados e muito mais trabalhados, não para fazer barulho mas para criar aquela índole mais artística. E, sobretudo, sons muito mais longos. Bad, um dos singles deste album, e a própria Unforgetable fire são músicas com cerca de 8 minutos. Marcou uma viragem, como referi no post anterior, viragem essa que vincou, de certa forma, o "modus operandi" da música dos U2, já que cada album marca uma viragem. A viagem de "War", para "Unforgettable Fire" foi claramente facturante.
Esta é uma música muito pouco "batida", com uma harmonia que reflecte bem aquilo que foi aquele album. Eu, como já disse, gosto desta música. O som editado tem um ritmo marcadamente "anos 80". A evolução da banda tornou a música intemporal. Tem uma característica especial, já que é normalmente a música que antecipa um daqueles hits demolidores, nos concertos. . Aqui está ela . The Unforgettable Fire - Live 1987
Ice Your only rivers run cold These city lights They shine as silver and gold Dug from the night Your eyes as black as coal Walk on by Walk on through Walk 'til you run And don't look back For here I am
Carnival The wheels fly and the colors spin Through alcohol, Red wine that punctures the skin Face to face In a dry and waterless place
Walk on by Walk on through So sad to beseige your love so head on Stay in this time Stay tonight in a lie I'm only asking but I I think you know Come on take me away Come on take me away Come on take me home Home again
And if the mountain should crumble Or disappear into the sea Not a tear, no not I Stay in this time Stay tonight in a lie Ever after It's lovin' time And if you save your love Save it all tonight
Don't push me too far Don't push me too far Tonight Tonight
Esta é uma música do Joshua Tree, o histórico album da consagração dos U2. Boy e October foram um prelúdio, um grande prelúdio para o que aí vinha. War foi o album da afirmação. Seguiu-se The Unfergetable Fire, que tentou uma abordagem diferente à música da banda, o mudar do rumo vincado em October e War. A mudança não foi tão bem recebida por muitos que esperavam uma evolução seguindo as mesmas linhas de War, mas não foi isso que aconteceu. A evolução foi concreta, só que não num sentido que poucos desejavam. Teve um exito menor. . E eis que chega o Joshua Tree, que concretiza e consagra os U2. Um album diferente de War, e tambem diferente de The unforgetable fire, ou assim parece à primeira vista. No entanto, tem tudo de bom que os outros tiveram de positivo. O rock de War e a pacatez lírica de The Unforgetable Fire. Uma harmonia incrível entre todos os sons que produzem e músicas com letras e músicas marcantes. "Where the Streets have no name", "with or without you" ou "i still haven't found what i'me looking for", são símbolos dos U2. Músicas que eu estou desejoso de ouvir em Dublin ao vivo. . A música que escolhi para aqui postar, não é de todo uma das melhores daquele album. É uma música simples, mas que gosto de ouvir, não sozinha mas integrada num conjunto. É daquelas músicas que poucos conhecem mas que revela tambem a dimensão da música dos U2, no que diz respeito à harmonia e percepção que se tem dos sons que são libertados. É um belo exemplo de rock, bem tocado, bem delineado e bem cantado. . U2 - In God's Country (live from Syracuse - 1987) .
. Desert sky Dream beneath a desert sky The rivers run but soon run dry We need new dreams tonight
Desert rose Dreamed I saw a desert rose Dress torn in ribbons and in bows Like a siren she calls to me
Sleep comes like a drug In God's Country Sad eyes, crooked crosses In God's Country
Set me alight We'll punch a hole right through the night Everyday the dreamers die See what's on the other side
She is liberty And she comes to rescue me Hope, faith, her vanity The greatest gift is gold
Sleep comes like a drug In God's Country Sad eyes crooked crosses In God's Country
Naked flame She stands with a naked flame I stand with the sons of Cain Burned by the fire of love Burned by the fire of love
O Grande To Ginja, na Blogosfera!!!
Manifestos já eram, mas outras coisitas vão estar presentes agora neste espaço.
Aquela crítica pouco perspicáz e muito inócua, incentiva a que uma matracada de malta se complete como fã por todo o mundo e arredores... ou não!!!
Viva o Grande To Ginja!!!
PS.: Diz que na International Space Station, já fizeram zapping pelo blog... quem o diz não é pessoa muito séria nestas coisas, mas nunca se sabe e sempre pode trazer publicidade extra