quarta-feira, julho 22, 2009

Road to Dublin - No line on the Horizon

Para segunda música do dia, escolhi aquela que abre e dá o nome ao novo album. No line on the Horizon. Sou sincero: NÃO CONSIGO GOSTAR DESTA MÚSICA. É talvez a única música do album que eu não consigo ouvir. É demaisado "gritada" e pouco cantada. Ele tentou fazer uma coisa com esta música, que não me parece que tenha conseguido. Já tentei, mas é realmente muito mazinha para mim, o que não quer dizer que outros não a possam ouvir e vibrar, inclusivé os próprios U2, que adoram essa música.
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Meto-a aqui, mas sem grandes textos, devido ao facto de ser, normalmente, a segunda no alinhamento deste tour. Começam com Breathe, seguem com No Line on the Horizon... Amanhã vou por as restantes desse album e na sexta ainda vou postar, antes de abalar daqui para fora
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Fiquem lá aí com No Line on the Horizon
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No Line on the Horizon, live at Nice, Julho 2009
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I know a girl who's like the sea
I watch her changing every day for me
Oh yeah
Oh oh oh oh oh oh oh

One day she's still, the next she swells
You can hear the universe in her sea shells
Oh yeah
Oh oh oh oh oh oh oh

No, no line on the horizon, no line

I kwow a girl with a hole in her heart
She said infinity is a great place to start
Oh oh oh oh oh oh oh

She said "Time is irrelevant, it's not linear"
Then she put her tounge in my ear
Oh oh oh oh oh oh oh

No, no line on the horizon, no line
No, no line
No, no line on the horizon, no line
No, no line

The songs in your head are now on my mind
You put me on pause
I'm trying to rewind and replay
Every night I have the same dream
I'm hatching some plot, scheming some scheme
Oh yeah
Oh oh oh oh oh oh oh

I'm traffic cop, due de marais
The sirens are wailing but it's me that wants to get away
Oh oh oh oh oh oh oh

No, no line on the horizon, no line
No, no line
No, no line on the horizon, no line
No, no line

Road to Dublin - No line on the horizon

Faltam-me dois dias para me por a andar. Muita música gostaria de ter deixado aqui, mas infelizmente não deu para mais. Falta de tempo, falta de paciencia (o mesmo de sempre). Mesmo assim, uma boa selecção lá foi surgindo por aqui.
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Para o fim, deixei as músicas do último album, tambem por uma razão prática: só poderia ter videos dessas músicas tocadas/cantadas ao vivo, depois de elas serem tocadas/cantadas ao vivo e de terem versões à espera de serem vistas no Youtube. Eu próprio vou tentar fazer alguns videos para juntar tambem à colecção enorme no youtube.
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Este último album demora a digerir. Sinceramente, não gostei muito dele. Mas mesmo assim, tem músicas muito conseguidas. Breathe, Uknown Caller, Get on your Boots ou Magnificent.
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Hoje vou postar aqui duas músicas... a primeira é Breathe, aquela que tem aberto todos os concertos. Como disse, é das que mais gostei do album. Simples e bem feita. Fácil de cantar, fácil de ouvir e que entra no goto. Muito bem escolhida para abrir o raio dos concertos.
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Breathe, live from Berlin, 18 / 07 / 2009
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16th of June, nine 0-five, door bell rings
Man at the door says if I want to stay alive a bit longer
There’s a few things I need you to know.
Three coming from a long line of travelling sales people on my mother’s side
I wasn’t gonna buy just anyone’s cockatoo
So why would I invite a complete stranger into my home
Would you?
These days are better than that
These days are better than that
Every day I die again, and again I’m reborn
Every day I have to find the courage
To walk out into the street
With arms out
Got a love you can’t defeat
Neither down or out
There’s nothing you have that I need
I can breathe
Breathe now

16th of June, Chinese stocks are going up
And I’m coming down with some new Asian virus
Ju Ju man, Ju Ju man
Doc says you’re fine, or dying
Please
Nine 0-nine, St John Divine, on the line, my pulse is fine
But I’m running down the road like loose electricity
While the band in my head plays a striptease
The roar that lies on the other side of silence
The forest fire that is fear so deny it
Walk out into the street
Sing your heart out
The people we meet
Will not be drowned out
There’s nothing you have that I need
I can breathe
Breathe now
Yeah, yeah

We are people borne of sound
The songs are in our eyes
Gonna wear them like a crown
Walk out, into the sunburst street
Sing your heart out, sing my heart out
I’ve found grace inside a sound
I found grace, it’s all that I found
And I can breathe
Breathe now

sábado, julho 18, 2009

Road to Dublin - Sometimes you can't make it on your own

Música dedicada ao pai de Bono (como antes já fora a Kite). É uma das músicas mais bonitas do reportório U2 e sem dúvida a mais conseguida em How to dismantle an atomic bomb.
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Kite foi uma música criada não directamente a esse assunto, mas sim à reflexão que Bono fizera durante a espera anunciada. Pensava naquilo que iria perder e pensava nas suas filhas, na perca que teriam se fossem elas a perder o pai. Escreveu a música com o pensamento nas filhas, ou seja personificou a sua perda nas filhas, na imagem de serem elas a perderem o pai. Mais tarde percebia que quem estava na música era realmente ele...
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Em sometimes you can't make it on your own, a música foi escrita directamente com o pai na cabeça e no pensamento. Foi escrita e desenvolvida para o pai dele. Foi o verdadeiro adeus de Bono ao pai e lembrança da sua memória. Esta foi a canção que Bono cantou no funeral do pai e, inicialmente, nem era para ser editada para album... mas ao mesmo tempo, ficou a ideia de que esta homenagem deveria ser feita para e partilhada com todos os fans dos U2. Por isso, How to Dismantle an Atomic Bomb levou com Sometimes you can't make it on your own.
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É uma música triste, mas lindíssima... aí fica ela
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Sometimes you can't make it on your own - Música editada no album, e com letra
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Sometimes you can't make it on your own - Live at New York - 2007
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Road to Dublin - New Year's Day

All is quiet, on New year's Day...

Outra música mítica dos U2. Histórica, porque foi o primeiro grande grande sucesso da banda. Vindo directamente do album War, New Year's Day adquire uma armonia impar de sons, articulando o baixo de Adam Clayton e as teclas de Edge, que para esta música larga a guitarra. Depois, a voz de Bono e a letra da canção perfeitamente enquadrada.
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Foi o primeiro single de War e imediatamente fez advinhar o sucesso que o album teria. Demonstrava mais uma vez uma evolução na sua música. Apesar de próxima daqueles primeiros albuns, adquiria, como todas as músicas desse album, uma sonoridade e um ritmo mais explosivo.
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É muitas vezes tocada ao vivo, e leva ao delírio a multidão. Está num patamar semelhante ao de The Fly. Por cima, só as mega músicas Sunday Bloody Sunday, One ou Where the Streets have no name. Esta é uma das mais esperadas em todos os concertos que dão. Desta vez, não tem sido muito tocado, mas espero ter a surpresa de a ouvir em Dublin, já daqui a cerca de uma semana.
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E pronto, fiquem com ela... Na versão original, Edge só toca piano... não entra guitarra, mas com o avançar dos anos, nos concertos o som do piano torna-se mítico, mas Edge junta-lhe umas pinceladas que só ele consegue fazer em guitarra, que tornam a música riquíssima. Eu considero, muito sinceramente, esta música, uma obra prima dos U2... e quem, para mim sai mais notado nela, é mesmo Edge, que se torna um faz tudo para a tocar.
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New Years Day, live at Ireland (Slane Castle) - 2007
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Yeah...
All is quiet on New Year's Day
A world in white gets underway
I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes on New Year's Day
On New Year's Day

I will be with you again
I will be with you again

Under a blood red sky
A crowd has gathered in black and white
Arms entwined, the chosen few
The newspapers says, says
Say it's true it's true...
And we can break through
Though torn in two
We can be one

I...I will begin again
I...I will begin again

Oh...
Maybe the time is right
Oh...maybe tonight...

I will be with you again
I will be with you again

And so we're told this is the golden age
And gold is the reason for the wars we wage
Though I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes
On New Year's Day

segunda-feira, julho 13, 2009

Road to Dublin - Where the streets have no name

Ora aí está uma das músicas mais aclamadas dos U2. Where the streets have no name é a música número 1 do album Joshua Tree. Foi uma música que ultrapassou na época o outro épico som Sunday Bloody Sunday, tendo sido extremamente bem recebido nos Estados Unidos.
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É das tais que a gente, em miúdo, ouve, gosta mas nem sabe quem é que a toca ou canta. Tem um tom de épico, que faz com que os acordes iniciais sejam os que mais fantasiam a malta nos concertos. O exatese é brutal quando se chega aos primeiros versos. Saltos, gritos, sorrisos e, muitas vezes, lágrimas tambem. A música é realmente espectacular e, espero, ouvi-la no concerto em Dublin, pois dizem ser daquelas (a par de Sunday Bloody Sunday) que mais especiais são nos concertos dos U2.
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A música foi feita em 1987 e, apesar de ser a música de abertura do album, foi libertada como terceiro single. A ideia por traz daquela letra é retratar uma realidade vivida na Irlanda do Norte, onde as ruas, os nomes das ruas são fronteiras, são territórios, amplamente marcados e defendidos, em nome de uma religião. Fervilha a violencia e há ruas proibidas para católicos, ruas proibidas para protestantes. Nos feriados ou nas manifestações religiosas, os cortejos tem de andar aos zig zags para não entrarem em ruas de crenças diferentes.
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A música fala de diferenças e de um esforço para as ultrapassar, uma luta para quebrar barreiras. Onde as ruas não tém nome e onde qualquer pessoa, católica ou protestante, possa passear sem medo e sem preocupação. Liberdade para se ser o que se quer ser, sem medo de represálias, políticas ou religiosas.
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Por isso, tornou-se um hino, devido à sua mensagem. Na Irlanda e, tambem, fora Irlanda. Na Alemanha, nos Estados Unidos, em todo o mundo, o significado e a significancia daquela música é clara e, por isso, ela se tornou aclamada. Um grito que diz basta à intolerancia.
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A entrada da música é arrebatadora... A versão que ponho aqui é uma das mais recentes, já de um dos concertos do 360 tour, em Milão.
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Where the Streets have no name, live at Milan, 2009
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I want to run
I want to hide
I want to tear down the walls
That hold me inside
I want to reach out
And touch the flame
Where the streets have no name

I want to feel, sunlight on my face
See that dust cloud disappear without a trace
I want to take shelter from the poison rain
Where the streets have no name

Where the streets have no name
Where the streets have no name
Were still building
Then burning down love, burning down love
And when I go there
I go there with you...
(its all I can do)

The cities a flood
And our love turns to rust
Were beaten and blown by the wind
Trampled into dust
Ill show you a place
High on ta desert plain
Where the streets have no name

Where the streets have no name
Where the streets have no name
Still building
Then burning down love
Burning down love
And when I go there
I go there with you
(its all I can do)

domingo, julho 12, 2009

Road to Dublin - Origin of the Species

Outra música linda, feita pelos U2 para o album How to dismantle an atomic bomb. A música no album passa um pouco despercebida, mas ouvindo as versões que os U2 tocaram ao vivo, transformaram a minha valorização desta música, sobretudo na versão do DVD live from Chicago, referente ao Vertigo Tour. Edge ao piano, acompanhado por Bono a cantar. FAzem uma balada realmente linda. Uma daquelas que nem vontade dá para cantar, apenas ouvir.
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Foi considerada durante os concertos, pelo próprio Bono, como a melhor música daquele album, se bem que eu discorde (continuo a achar que a Sometimes you can't make it on your own é a melhor mesmo... agora não discordo que, ao vivo, aquela música se transforma e se torna realmente uma coisa que, no album, não é). O album é, como os proprios U2 disseram, um regresso ao passado com os olhos postos no futuro. E parece realmente um album com uma música muito semelhante àquela que fizeram nos longincuos anos 80, dotados de muita maturidade.
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Não tenho muito mais a dizer sobre esta música e, realmente, não tem história (ainda). É daquelas que se ouve simplesmente.
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Origin of the Species - Live at Chicago, 2005
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Baby slow down
The end is not as fun as the start
Please stay a child somewhere in your heart

I’ll give you everything you want
Except the thing that you want
You are the first one of your kind

And you feel like no-one before
You steal right under my door
And I kneel ‘cos I want you some more
I want the lot of what you got
And I want nothing that you’re not

Everywhere you go you shout it
You don’t have to be shy about it

Some things you shouldn’t get too good at
Like smiling, crying and celebrity
Some people got way too much confidence baby

I’ll give you everything you want
Except the thing that you want
You are the first one of your kind

And you feel like no-one before
You steal right under my door
I kneel ‘cos I want you some more
I want the lot of what you got
And I want nothing that you’re not

Everywhere you go you shout it
You don’t have to be shy about it, no
And you’ll never be alone
Come on now show your soul
You’ve been keeping your love under control

Everywhere you go you shout it
You don’t have to be shy about it
Everywhere you go you shout it
Oh my my

And you feel like no-one before
You steal right under my door
I kneel ‘cos I want you some more
I want you some more, I want you some more…

quinta-feira, julho 09, 2009

Road to Dublin - Vertigo

Esta era a primeira música do album (grande album) How to Dismantle an Atomic Bomb). Foi o primeiro album dos U2 que "eu" comprei verdadeiramente. Adorei aquele album e ainda hoje o ouço com genica (às vezes dou por mim a imaginar as figuras que faço muitas vezes quando estou parado no transito a ouvir e a cantar U2). Vertigo foi o primeiro single do album e foi tambem o nome da digressão correspondente ao album, o Vertigo Tour.
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Esta música é uma música demolidora. Gosto muito de a ouvir no meio de outras... já não lhe dou tanto troco a ouvi-la sozinho, mas entre sons, como por exemplo num ou noutro concerto, quando ela surge para arrebentar um ritmo ou para criar um extase, funciona muito bem, obviamente que numa forma diferente de Sunday Bloody Sunday e outros hits do passado. Não é uma das minhas músicas preferidas dos U2, mas que sem dúvida é uma música engraçadinha.
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How to dismantle an atomic bomb segue um pouco a linha do album anterior, mostrando uns U2 muito mais maduros, menos rebeldes e mais subtis nos ritmos e letras. A maluquice dos anos 90 já era, e entravam numa fase de aventura, não para a estravagancia dos ritmos mais dançantes e vibrantes, mas para uma música mais melodiosa e mais simples. Vertigo é o som mais ritmado desse album, completamente à parte do resto. Talvez por isso tenha saído como 1º Single, por ser a música mais distante do conjunto.
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Como disse, a música sozinha não me dá muita pica... é necessário ouvi-la sob um contexto. É, no meu entender, uma música de transição, embora no Vertigo Tour ela tomasse uma preponderancia importante, não fosse ela um hit. Mas é diferente ouvir a The Fly ou ouvir a Vertigo. Uma subtrai literalmente os alicerces de um estádio, levando um publico a um extase puro. A outra é uma música que mete a malta a saltar, mas que não passa disso. Alisa o terreno da anterior e prepara o tapete para a segunda.
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Não é das minhas preferidas, mas não deixa de ser uma música que mete respeito. Aí fica ela.
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Vertigo, Live at Milan, 2005
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Uno, dos, tres, catorce [1,2,3,14]

Lights go down
It's dark
The jungle is your head
Can't rule your heart
I'm feeling so much stronger
Than I thought
Your eyes are wide
And though your soul
it can't be bought
your mind can wander

Hello, Hello
Hola!
I'm at a place called vertigo (¿Dónde está?)
It's everything I wish I didn't know
Except you give me something I can feel
Feel

The night is full of holes
Those bullets rip the sky
Of ink with gold
They twinkle as the boys play rock and roll
They know that they can't dance
At least they know

I can sell the beat
I'm askin' for the cheque
Girl with crimson nails
Has Jesus 'round the neck
Swinging to the music
Swinging to the music
Woooao

Hello, Hello
Hola!
I'm at a place called Vertigo (¿Dónde está?)
It's everything I wish I didn't know
But you give me something I can feel
Feel

Check mated
Oh yeah
Hours of fun...

All of this, all of this can be yours
All of this, all of this can be yours
All of this, all of this can be yours
Just give me what I want and no-one gets hurt

Hello, Hello
Hola!
I'm at a place called Vertigo
Lights go down and all I know
Is that you give me something I can feel
You're teaching me ...aaahhh
Your love is teaching me how
How to kneel
Kneel

Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah...
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah!

domingo, julho 05, 2009

Road to Dublin - Kite

Como já disse, All that you can't leave behind foi um regresso dos U2 à sua música e à sua escrita mais tradicional. Depois dos desvaneios de Pop, voltaram a ser eles próprios, conseguindo um conjunto de músicas muito porreiras. Há, no entanto, uma que eu considero a melhor desse album e que, não tendo sido das mais consagradas nos tops de músicas ouvidas, é sem dúvida uma das que contém mais sentimento dos U2.
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Acabou por ser dedicada ao pai de Bono, que na altura morria de cancro... Mas inicialmente ela baseou-se na relação de Bono com as filhas, que iam se tornando mais distantes, não relacionalmente, mas porque na vida chega a uma altura que os filhos já não estão tão dependentes dos pais. Bono escreveu esta música, quando tomou a consciencia que as suas filhas estavam realmente a crescer e a ganhar asas para voar numa direcção diferente da dele próprio. Na verdade, quem Bono sentia a fugir, era o próprio pai. Como um papagaio de papel (kite) que se desprende e continua a voar, para longe, ao critério do vento. É uma música de adeus e de saudade. É uma música linda, que eu ouço e re-ouço e canto e recanto. É linda, linda, linda... Faço figas para a ouvir ao vivo em Dublin.
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Kite, live at Boston - 2006
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Something is about to give
I can feel it coming
I think I know what it is
I'm not afraid to die
I'm not afraid to live
And when I'm flat on my back
I hope to feel like I did

And hardness, it sets in
You need some protection
The thinner the skin

I want you to know
That you don't need me anymore
I want you to know
You don't need anyone
Or anything at all

Who's to say where the wind will take you?
Who's to say what it is will break you?
I don't know, which way the wind will blow

Who's to know when the time has come around?
Don't want to see you cry
I know that kiss is not goodbye

It's summer, I can taste the salt of the sea
There's a kite blowing out of control on the breeze
I wonder what's gonna happen to you
You wonder what has happened to me...

I'm a man, I'm not a child...
A man who sees
The shadow behind your eyes

Who's to say where the wind will take you?
Who's to say what it is will break you?
I don't know, where the wind will blow

Who's to know when the time has come around?
I don't want to see you cry
I know that this is not goodbye

Did I waste it?
Not so much I couldn't taste it
Life should be fragrant
Rooftop to the basement

The last of the rock stars
When hip hop drove the big cars
In the time when new media
Was the big idea

That was the big idea

sábado, julho 04, 2009

Road to Dublin - Walk On

Chegamos ao século 21... All that you can't leave behind prometia uns U2 notavelmente esclarecidos. E não desiludiram. Este album chegou com depois de mais um longo intervalo, onde puderam preparar a sua entrada no novo século mantendo os seus atributos, para gáudio da imensidão de fãs que os seguiam. Passaram, entretanto, 3 longos anos sem albuns de originais mas com a libertação de uma primeira colectanea, com os principais exitos de 1980 a 1990. O Popmart tour (que passou por Lisboa e levou os U2 a Sarajevo, no pós guerra) durou até 1998 e depois foram 3 anos sem nada dos U2.
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Pararam aquele tempo e trabalharam num album que se tornou, novamente, numa obra prima. Aprovado pela crítica e, sobretudo, pelos mais ferrenhos fãs dos U2, alguns deles deveras desiludidos com o fiasco Pop. Nesse novo album figuravam músicas que, de lá para cá, tambem se tornariam célebres e ganharam relevo nas listas tocadas ao vivo. Beautiful day, Elevation, Kite ou Walk on são músicas carismáticas.
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No album e no teledisco, Walk On foi dedicada a Aung San Suu Kyi, antiga primeira ministra eleita na Birmania (ou Myanmar), colocada sobre prisão domiciliária pela Junta Militar que governa o país, após ter conseguido vencer umas eleições feitas em 1989/90. E vive, desde então, na mesma condição.
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Ganhou o Prémio Nobel da paz em 1991, tornando-se num símbolo internacional. Walk On foi feita baseada em si e a ela dedicada. Mas, em 2001, após o 11/09, a música adaptou-se simbolicamente à tragédia, tornando-se um hino tambem para americanos. A mensagem é simples: não podemos parar.
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Walk on parece que vai ser, neste tour, uma oportunidade de clamar mais atenção e muito mais apoio à luta de Aung San Suu Kyi e à pressão da comunidade internacional para que ajudem o povo em Myanmar ou Birmania, possam finalmente libertar-se do jugo da junta militar que os atormenta.
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Aí fica Walk On, live from Boston, 2002
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And if the darkness is to keep us apart
And if the daylight feels like it's a long way off
And if your glass heart should crack
And for a second you turn back
Oh no, be strong

Walk on, walk on
What you got, they can't steal it
No they can't even feel it
Walk on, walk on
Stay safe tonight...

You're packing a suitcase for a place none of us has been
A place that has to be believed to be seen
You could have flown away
A singing bird in an open cage
Who will only fly, only fly for freedom

Walk on, walk on
What you got they can't deny it
Can't sell it or buy it
Walk on, walk on
Stay safe tonight

And I know it aches
And your heart it breaks
And you can only take so much
Walk on, walk on

Home...hard to know what it is if you never had one
Home...I can't say where it is but I know I'm going home
That's where the heart is

I know it aches
How your heart it breaks
And you can only take so much
Walk on, walk on

Leave it behind
You've got to leave it behind
All that you fashion
All that you make
All that you build
All that you break
All that you measure
All that you steal
All this you can leave behind
All that you reason
All that you sense
All that you speak
All you dress up
All that you scheme...

sexta-feira, julho 03, 2009

Road to Dublin - Discotheque

Dois posts no mesmo dia, duas músicas de Pop... Esta é a música mais tocada daquele album (bom, esta e Starung at the sun). É completamente única, dentro do reportório dos U2. Muito ritmada e muito tecno. A marcar claramente aquilo que foi o album Pop. Esta foi a que mais se tem aguentado desde 97, do album Pop.
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Como disse, o ambiente tecno, dançante, misturado com os ritmos rockeiros na música dos U2, dá um efeito muito bom. É daquelas músicas que dá gozo grande ouvir. É batida, diferente e, durante aquele ano de 98 passava com uma intensidade engraçada nas discotecas. Lembro-me bem que na primeira vez que saí à noite, em 98, com malta do secundário (tava no 10º ano), fomos para o D'Café, uma mistura de bar e discoteca (agora terá outro nome, mas para os mais ignorantes, é aquele café ao lado das piscinas do Barreiro). Curiosamente, tinha à relativamente pouco tempo ouvido o album Pop, pela primeira vez. Esta música, obviamente, ressaltava do album, ainda por cima era a primeira. Era bastante tocada na altura. E nessa noite, a minha primeira noitada, essa música marcou um momento lá no D'Café, empolgando toda a gente que lá estava e metendo todos, sem excepção, a saltar e a gritar "DISCOTHEQUE". Foi um delírio engraçado.
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Actualmente, o efeito é semelhante. Não é uma das músicas que mais gosto dos U2, mas é uma música que não deixa de ser engraçada. Ficam duas versões: a original e uma ao vivo
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Discotheque - Videoclip
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You can reach, but you can't grab it
You can't hold it, control it, you can't bag it
You can push, but you can't direct it
Circulate, regulate, oh no, you cannot connect it

You know you're chewing bubblegum
You know what that is, but you still want some
You just can't get enough of that lovey dovey stuff

You get confused, but you know it
Yeah you hurt for it, work for it, Love
You don't always show it

Let go, let's go, discoteque
Go go let go discoteque

Looking for the one
But you know you're somewhere else instead
You want to be the song
The song that you hear in your head

It's no trick, you can't learn it
It's the way you don't pay, that's okay
'Cos you can't earn it

You know you're chewing bubblegum
You know what that is, but you still want some
You just can't get enough of that lovey dovey stuff

Let go, let's go, discoteque
Go go let go discoteque

Looking for the one
But you know you're somewhere else instead
I want to be the song
The song that you hear in your head

But you take what you can get
'Cause it's all that you can find
Oh you know there's something more
But tonight, tonight, tonight

Boom cha
Boom cha
Discoteque

Boom cha
Boom cha
Discoteque

Boom cha
Boom cha
Discoteque
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E agora a versão ao vivo, em Chicago

Road to Dublin - Playboy Mansion

E, finalmente, depois de uma série de músicas do Achtung Baby, sigo em frente até ao album Pop, relembrando, no mesmo dia, duas músicas desse album. Esta é a primeira: Playboy Mansion.

Falando de Pop... foi um dos albuns mais criticados dos U2. Mais uma vez, quiseram transformar-se. Mas faltou uma preparação diferente, talvez a mesma que ditou a criação do Achtung Baby. Penso sinceramente que muitas daquelas músicas podiam ter tido um trabalho e uma preparação diferente. Ao invés disso, ouve músicas que saíram realmente diferentes, mas desfiguradas daquilo que eram os U2. Foi um grave erro que o grupo cometeu.
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Esta música teve a infelicidade de ser englobada nesse album, que acredito ter sido "proscrito" pelos próprios U2, já que são raras as músicas que eles tocam, do album Pop, em concertos. Só para termos uma ideia, quando fazemos a pesquisa por "Playboy Mansion" no youtube, só aparece um video onde se "ouve" a versão original. Claramente, esta música sai desvalorizada apenas e só pelo facto de estar naquele album. Os proprios U2 afirmam que foi o pior trabalho que fizeram. Eu, muito sinceramente, acho-o um album muito porreiro com músicas muito porreiras. Discotheque, Staring at the Sun, Playboy Mansion, Wake up Dead Man, Velvet Dress são alguns exemplos. Tem um som muito electrónico, sendo que as primeiras 3 são claras. Depois consagra-se com baladas muito boas. Sinceramente, repito, não percebo como é que tantas músicas desse album são pura e simplesmente queimadas das actuações ao vivo.
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Seja como for, Playboy Mansion é uma dessas baladas. Tem uma letra muito bem conseguida e é acompanhada com um ritmo simples do som da guitarra, baixo e bateria. Adoro-a e foi uma música que ouvi numa k7 que gravei do album, em 1998. Adiante, aí fica a música, pela primeira vez sem versão "ao vivo", já que não existem registos no Youtube.
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If Coke is a mystery
Michael Jackson...History
If beauty is truth
And surgery the fountain of youth
What am I to do
Have I got the gift to get me through
The gates of that mansion

If OJ is more than a drink
And a Big Mac bigger than you think
If perfume is an obsession
And talk shows, confession
What have we got to lose
Another push and we'll be through
The gates of that mansion

I never bought a Lotto ticket
I never parked in anyone's space
The banks feel like cathedrals
I guess casinos took their place
Love, come on down
Don't wake her, she'll come around

Chance is a kind of religion
Where you're damned for plain hard luck
I never did see that movie
I never did read that book
Love, come on down
Let my numbers come around

Don't know if I can hold on
Don't know if I'm that strong
Don't know if I can wait that long
'Til the colours come flashing
And the lights go on

Then will there be no time for sorrow
Then will there be no time for shame
And though I can't say why
I know I've got to believe

We'll go driving in that pool
It's who you know that gets you through
The gates of the Playboy mansion
But they don't mention...the pain

Then will there be no time for sorrow
Then will there be no time for shame
Then will there be no time for sorrow
Then will there be no time for shame

quinta-feira, julho 02, 2009

Road to Dublin - One

Esta é a melhor música de todos os tempos... consideram muitos. Eu considero-a uma das melhores (mas a melhor, para mim, continua a ser a Bohemian Rapsody, dos Queen).
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Foi um dos singles de Achtung Baby, mas rapidamente se tornou talvez o hit mais forte, a música que mais simboliza os U2, se bem que este grupo é daqueles que tem vários sons desse tipo, basta lembrar a Sunday Bloody Sunday, ou a Where the streets have no name, ou a Walk On... eh pa são tantas!! A one é aquela que se sobressai a todas as outras. É a raínha do reportório dos U2.
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Até para os próprios U2, ela e simbólica. Foi escrita num momento de incerteza, de dúvida. Foi escrita numa altura em que os 4 irlandeses tomaram decisões drásticas relativamente ao rumo que iriam tomar. E essas decisões, por motivarem um caminho tão diferente, levou a que houvesse uma clara divisão no grupo, chegando mesmo a motivar a hipótese de separação. Uns queriam experimentar uma vertente algo revolucionária para o Rock, fugindo do caminho que já identificava os U2. Queriam trazer outras tonalidades à música que iam produzindo. Mas o caminho que se atreviam a discutir afastava-os, pensavam eles, da identidade da música que já haviam feito.
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Ninguem queria perder essa identidade, mas a causa para a divisão é que uns acreditavam que o caminho que dessem, podia significar uma transformação irreversivel. E foi nesse momento de clara divisão, quando a estrada que os 4 seguiam se bifurca em duas e há que tomar uma decisão, que surgiu a One.
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Os 4 tentavam arrumar as ideias para uma música que estavam a trabalhar (Ultra Violet). Entretanto Edge desvia-se e acerta uns acordes diferentes... Adam Clayton entra no som e acompanha a guia de Edge... Larry Mullen começa a marcar um ritmo com o batuque de bateria... e Bono começa a cantar umas letras que já tinham sido escritas, antes da música... O som seria semelhante à versão final, mas não era aquela. Ainda foi preciso trabalhar um pouco, mas ao final desse dia, a música estava feita. Os medos de todos afastaram-se e os U2, novamente unos, definiram que iriam tomar esse caminho, confiantes de que jamais perdiriam a sua identidade.
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O resultado foi Achtung Baby, o seu melhor album. Um album que, como Bono disse, mandou abaixo a "joshua Tree", que já de si era um grande album. Com o Achtung Baby veio tambem a tambem por muitos considerada como melhor digressão de uma banda rock do planeta: Zoo TV Tour.
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Há dois momentos que tornaram possíveis os U2: o panfleto que Larry Mullen pendurou na sua escola, para reunir um grupo de bananas interessados em formar uma banda, e que levou à junção dos 4... e a música One.
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E aí fica: One, Live at Slane Castle, Irlanda (2007)

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Is it getting better
Or do you feel the same
Will it make it easier on you now
You got someone to blame
You say...
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One love
One life
When it's one need
In the night
One love
We get to share it
Leaves you baby if you
Don't care for it
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Did I disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth
You act like you never had love
And you want me to go without
Well it's...
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Too late
Tonight
To drag the past out into the light
We're one, but we're not the same
We get to
Carry each other
Carry each other
One...
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Have you come here for forgiveness
Have you come to raise the dead
Have you come here to play Jesus
To the lepers in your head
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Did I ask too much
More than a lot
You gave me nothing
Now it's all I got
We're one
But we're not the same
Well we
Hurt each other
Then we do it again
You say
Love is a temple
Love a higher law
Love is a temple
Love the higher law
You ask me to enter
But then you make me crawl
And I can't be holding on
To what you got
When all you got is hurt
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One love
One blood
One life
You got to do what you should
One life
With each other
Sisters
Brothers
One life
But we're not the same
We get to
Carry each other
Carry each other
.
One...life
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One

quarta-feira, julho 01, 2009

Road to Dublin - Ultra Violet (Ligth my way)

Ouvi esta música, tambem, no album Achtung Baby. Adorei-a tambem. E sempre foi uma música muito "low profile" dos U2. Não é das principais, mas é uma das mais lindas deles. Esta versão, tocada em Barcelona (1º concerto do U2 360 Tour) está muito fixe. Mais madura, sem dúvida. Comparando com as versões tocadas nos concertos anteriores, sobretudo nos tempos do excentrico Macphesto.
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Escolhi esta música, porque foi durante o processo criativo desta música, que surgiu a One, que vou por aqui amanhã ou sexta, e só por isso merece destaque. Não obstante, é uma daquelas que adoro simplesmente ouvir, seja a versão original seja as várias tocadas ao vivo. À pouco falei no excentrico Macphesto. Os U2, na fase Achtung Baby, transfiguraram-se. Os próprios concertos não tinham nada a ver com os anteriores. Eram mais produzidos, mais electrónicos, mais espalhafatosos. Em palco, não era Bono que aparecia, mas sim os seus denominados "alter egos". Macphesto era um deles.
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Falo disto porque, esta música tinha uma característica. Antes de ser tocada, era precedida por uma chamada "prank call", a fingir umas vezes, a sério outras. Simulavam ligações ao presidente Bush (George Bush pai de George W. Bush), ou às Nações Unidas, etc... Depois desenvolvia-se a música em si e a guitarra do Edge dá à música aquele selo "U2". Lá está, gosto desta música, porque é uma música com sonoridade própria deles.
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É mais uma "Achtung Baby"... meto mais uma, no próximo post, e depois avanço... está prometido! E só faltam 26 dias para o grande concerto, por isso, se quero por aqui mais músicas, e faltam tantas que quero por, tenho de me por a pau... mas pronto, aí fica.
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Ultra Violet (ligth my way) - Live at Barcelona, 2009
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Sometimes I feel like I don't know
Sometimes I feel like checking out
I wanna get it wrong
Can't always be strong
And love it won't be long ...

Oh sugar, don't you cry
Oh child, wipe the tears from your eyes
You know I need you to be strong
And the day is dark, as the night is long
Feel like trash
You make me feel clean
I'm in the black
Can't see or be seen

Baby Baby Baby light my way
Alright now, Baby Baby Baby light my way

You bury your treasure
Where it can't be found
But your love is like a secret
That's been passed around
There is a silence that comes to a house
Where no-one can sleep
I guess it's the price of love
I know it's not cheap

Oh come on, Baby Baby Baby light my way
Oh come on, Baby Baby Baby light my way
Baby Baby Baby light my way

I remember
When we could sleep on stones
Now we lie together in whispers and moans
When I was all messed up and I heard opera in my head
Your love was a light bulb hanging over my bed

Baby Baby Baby
Baby Baby Baby
Baby Baby Baby light my way