Blog da Ginja
domingo, outubro 23, 2005
domingo, outubro 09, 2005
A Cepa Torta da Política
Em relação à política em Portugal, sou daqueles que ve com muitos maus olhos o actual estado da política. Enquanto se continuarem a "preparar" políticos estereotipados, que só podem falar mal do governo (quando estão na oposição), sem princípio nem condição, fragilizando o equilíbrio e a confiança necessários para sobreviver e ultrapassar crises... enquanto o estereotipo de político for o de "contar a verdade" apenas na altura própria... enquanto o estereotipo de político for o de procurar, na "calada", ambientes propícios para esta ou aquela decisão, com "verdades" partidas, com ocultação de outras "verdades", com artimanhas que falseiam e enganam, com "destapar" um buraco ali, para tapar noutro lado, com "bodes espiatórios" para esta ou aquela situação... enquanto não houver seriedade na política, tanto nos que estão no governo como os que estão na oposição, como até naqueles que não estão em lado nenhum e só se vêem em período de eleições... e enquanto o povo continuar cego e altamente influenciável, com facilidade, pelos falsos políticos, pelas suas campanhas e pelos seus comícios, não tenho dúvidas que não vamos saír da "cepa torta".
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Dou o exemplo de uma nação que é considerada como tendo uma das mais fortes economias do mundo: a Alemanha; houve eleições, e saíu uma grande embrulhada de resultados. Nesta altura, os dois partidos rivais e mais fortes (da direita e da esquerda) pretendem construír um governo em coligação. Se eles conseguirem funcionar, mesmo tendo as suas divergencias, mesmo tendo as suas diferenças ideológicas, mas com a certeza de conseguirem encontrar consenso, no fundo como deveria ser feito mesmo quando um partido tem maioria num parlamento, então a Alemanha só tem a ganhar. Se não conseguirem, se não perceberem as responsabilidades que o facto de serem um governo implica para a sociedade, se continuarem mesquinhos e "cegos", com vista apenas para os objectivos práticos para o seu partido e não para o seu país, zentão, a crise na Alemanha, e por consequencia na Uñião Europeia, agudizar-se-á.
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Mas o ideal de democracia é mesmo este. Por um lado haver não um grupo de pessoas sozinhas a decidir os destinos do país. É dada força a outras "ideias" para que possam contestar decisões contrapor ideias... por outro, estas pessoas que podem contestar e contrapor, tem de ter a responsabilidade de entender o que é melhor para o país, mesmo que para isso tenha de haver consenso e se deva reconhecer ao governo que a decisão tomada é acertada. A realidade é que, cada vez mais, um governo é uma coisa e a oposição é outra. E é "tabu" para a oposição acatar decisões do governo, que não estejam de acordo com o que elas idealizam (mesmo não estando errada a decisão tomada), é norma exigir coisas que, apesar de tudo, sabem ser impossível de conseguir, embora todos reconheçam que sejam necessárias, e é fluxual a intensão de "mandar abaixo" quem está no governo... são alvos a abater. Isto provoca a que um governo seja forçado a governar sozinho, sob pena de não governar, pois fica no ar a completa impossibilidade de entrar em consensos com a oposição.
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É este o mal do nosso país. Há o Governo e há a oposição... não tenho dúvidas que nos dois lados há pessoas que querem o bem para o país (e também há os que querem o bem para eles próprios)... mas também não tenho dúvidas que o caminho escolhido para o fazer não é o correcto. A maneira de o fazer é em consenso... e o consenso só é alcançavel quando há intensão de ambas as partes em o conseguir alcançar, deixando de parte ou rodeando as rígidas intensões partidárias e ideológicas.
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De uma vez por todas, os políticos devem entender que a melhor forma de conduzir este país é pensando e decidindo em função do país, e não do partido e da popularidade (estejam no governo ou na oposição)... enquanto tal não for alcançado pela classe política deste país, não haverá chances de mudar a opinião vingente em grande parte dos portugueses, que a classe política em portugal é uma bela merda!!
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Dou o exemplo de uma nação que é considerada como tendo uma das mais fortes economias do mundo: a Alemanha; houve eleições, e saíu uma grande embrulhada de resultados. Nesta altura, os dois partidos rivais e mais fortes (da direita e da esquerda) pretendem construír um governo em coligação. Se eles conseguirem funcionar, mesmo tendo as suas divergencias, mesmo tendo as suas diferenças ideológicas, mas com a certeza de conseguirem encontrar consenso, no fundo como deveria ser feito mesmo quando um partido tem maioria num parlamento, então a Alemanha só tem a ganhar. Se não conseguirem, se não perceberem as responsabilidades que o facto de serem um governo implica para a sociedade, se continuarem mesquinhos e "cegos", com vista apenas para os objectivos práticos para o seu partido e não para o seu país, zentão, a crise na Alemanha, e por consequencia na Uñião Europeia, agudizar-se-á.
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Mas o ideal de democracia é mesmo este. Por um lado haver não um grupo de pessoas sozinhas a decidir os destinos do país. É dada força a outras "ideias" para que possam contestar decisões contrapor ideias... por outro, estas pessoas que podem contestar e contrapor, tem de ter a responsabilidade de entender o que é melhor para o país, mesmo que para isso tenha de haver consenso e se deva reconhecer ao governo que a decisão tomada é acertada. A realidade é que, cada vez mais, um governo é uma coisa e a oposição é outra. E é "tabu" para a oposição acatar decisões do governo, que não estejam de acordo com o que elas idealizam (mesmo não estando errada a decisão tomada), é norma exigir coisas que, apesar de tudo, sabem ser impossível de conseguir, embora todos reconheçam que sejam necessárias, e é fluxual a intensão de "mandar abaixo" quem está no governo... são alvos a abater. Isto provoca a que um governo seja forçado a governar sozinho, sob pena de não governar, pois fica no ar a completa impossibilidade de entrar em consensos com a oposição.
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É este o mal do nosso país. Há o Governo e há a oposição... não tenho dúvidas que nos dois lados há pessoas que querem o bem para o país (e também há os que querem o bem para eles próprios)... mas também não tenho dúvidas que o caminho escolhido para o fazer não é o correcto. A maneira de o fazer é em consenso... e o consenso só é alcançavel quando há intensão de ambas as partes em o conseguir alcançar, deixando de parte ou rodeando as rígidas intensões partidárias e ideológicas.
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De uma vez por todas, os políticos devem entender que a melhor forma de conduzir este país é pensando e decidindo em função do país, e não do partido e da popularidade (estejam no governo ou na oposição)... enquanto tal não for alcançado pela classe política deste país, não haverá chances de mudar a opinião vingente em grande parte dos portugueses, que a classe política em portugal é uma bela merda!!
Uma Eleição
Sou daqueles que leva a sério o direito e o dever cívico que cada cidadão tem perante a sociedade: o Voto. Entendo que é uma obrigação e como tal não desperdiço qualquer oportunidade de exercer o meu direito (e dever) de votar. Já votei em todos os tipos de eleições (não me recordo se votei em algum referendo ou não). De resto, já votei em presidenciais (uma vez), já votei em Legistlativas (duas vezes), em europeias (duas vezes) e em autárquicas (duas vezes). Já votei em partidos, já votei nulo... nunca fiz parte da % da abstenção.
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Não me vejo a fazer política, porque é uma actividade que não coincide com a minha personalidade. Mas vejo como um cidadão capaz de tomar uma posição independente perante qualquer assunto, como todos deveriam fazer... Mesmo quando nos horizontes não encontro alternativas ou opções, opto por tomar a minha posição, que na nossa democracia se traduz no voto. Não estando nos lugares de decisão, posso demonstrar a minha cidadania com um voto e com isso contribuír para a escolha das pessoas que vão definir os destinos da minha região e do meu país.
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Acho que uma pessoa, com cartão de eleitor, que faça parte da % da abstenção não deveria ter permissão para se manifestar, para protestar e deveriam ser-lhe retirados previlégios que o cidadão portugues detém. O voto deveria ser "obrigatório"... no entanto, todas as pessoas tinham a opção de votar nulo ou branco. Mas a sua mensagem estava lá. Claro que esta opinião é um pouco estrema, mas tenho a opinião que deveria haver diferenças entre os "votantes", os "não votantes" e os "perguiçosos", sendo que estes últimos não deveriam ter regalias no Serviço Nacional de Saúde, ou na Segurança Social... é uma questão de educação e dever dos cidadãos... como dever que é, deveria haver consequencias para os que não votam (sem razão aparente para isso).
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Votar é um dever e uma obrigação... não é uma perda de tempo!!
