sexta-feira, março 05, 2010

Manuela Moura Guedes

Há pessoas neste mundo que chegam atingem patamares sem fazer muito para isso. Esta mulher é uma delas. Não é bonita, não sabe cantar e é uma tremendamente péssima jornalista. Foi subindo na vida e alcançando uma concreta visibilidade, muito por empurrão de pessoas extra.
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Tentou a moda, e teve algum sucesso, inicialmente. Depois alguem notou que, realmente, não primava por uma beleza assim tão forte e fecharam-se portas. Tentou a música mas depois alguem notou que não tinha grande voz para cantar e fecharam-se portas. Foi apresentadora de televisão e locutora de rádio mas, era de tão boa qualidade que acabou por se lhe ver fechadas as portas.
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Entretanto, tomou uma opção de se dedicar quase exclusivamente ao jornalismo. Até nem era muito má, mas não foi pessoa de grandes trabalhos, tendo sempre muita gente que se mexia por ela. Cpnseguiu a oportunidade de abrir telejornais e tornou-se popular, sobretudo graças à sua enorme bocarra e à frase célebre de apresentação "boa noite, eu sou a Manuela Moura Guedes". Mas, do ponto de vista do jornalismo, era claro a existencia de gente com melhor qualidade (como já tinha sido o caso na música, na moda e na apresentação). Faltava-lhe qualidade que outras mulheres tinham, mas continuava a ter quem por ela intercedesse. A verdade é que, mesmo assim, foi posta na prateleira da RTP, acabando por se juntar à TVI
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Da RTP saíu com algum galho, já que achava ter sido "injustiçada" por intervenção externa. Alguem parecia ter puxado cordelinhos para ser afastada. Foi para a TVI e lá continuou a fazer aquilo que tanto gostava de fazer: mau jornalismo. Por lá continuou durante largos anos, sendo ao mesmo tempo uma das jornalistas mais populares, tornando-se uma gaja sem papas na lingua. Não interessava se tinha razão ou não, não era isso que interessava. Tinha era de confrontar os poderosos, em prole dos fraquinhos.
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Maus estares criavam-se no próprio seio da estação TVI. Mas a senhora estava protegida. Podia continuar a fazer o jornalismo censurado pelo populismo irracional, com as costas quentes, pois o seu esposo (que já com ela havia trabalhado na RTP e que, na altura, a meteu a apresentar telejornais), estava lá e era, imagine-se, director de programação da estação.
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Em 2005, no entanto, e ao que parece, esteve quase quase a ser excluída. Malta superior e com mais poderes que o seu querido marido, havia proposto algum tipo de crítica e a menina afastou-se. Mais uma vez, para tal acontecer, era mesmo por pressões externas.
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Regressou ao activo e, anos mais tarde, entra com força com um tal de Jornal Nacional. Mais agreste e ainda com menos papas na lingua, praticando o tal mau jornalismo que a tem caracterizado desde sempre. Em 2009 terminaram o seu jornal e, mais uma vez, foram pressões externas que a afastaram, um autentico complô do governo.
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E a vida desta moça tem sido isto. Sempre foi subindo e conquistando patamares, à pala de gente que lhe garantia as costas quentes. Quando essa gente não consegue dar essa garantia, ela sai e queixa-se das pressões políticas, e de que o que ela diz faz mossa nos poderosos que acabam por conseguir afastá-la. Este foi o seu discurso ao longo de toda a vida.
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E percebe-se que existe uma campanha mordaz quando, contrariando a crítica certa e justa de que o seu jornal Nacional de sexta feira era um péssimo exemplo de jornalismo, com constantes acusações, sem fundamentação, com constantes tomas de partido concretas e definidas, quando mesmo assim se conclui que o seu afastamento se deveu a pressões de um qualquer agente do governo e não à sua completa falta de decoro e qualidade, para fazer de forma séria aquilo que ela, como todos e quaisqueres jornalistas, deveriam fazer: informar sem desinformar.
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Por tudo isto, eu assumo: sou completamente ANTI MOURA GUEDES e, para mim, depois de assistir a estas coisas que chamam de Comissões de Inquérito (que vai ter direito a post num futuro próximo), estas histórias das tentativas do governo para controlar os media não passa de um folclore em tudo igual a outros tantos, que visam apenas prepara terreno para o que vem aí a médio prazo.