quinta-feira, março 24, 2011

Ai que grande surpresa!!

O Sócrates pediu a demissão e o governo caíu... um mes e meio após as eleições presidenciais... duas semanas depois de Cavaco Silva tomar posse como Predidente da República. Estarão as duas coisas interligadas? Acabam por estar porque já se esperava que, caso a direita ganhasse as eleições presidenciais, como acabou por ganhar, iria fazer um assalto ao governo, aproveitando o facto de o governo se apresentar desgastado e claramente em baixo.
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Toda a gente o sabia. Sabia-o o Sócrates. Sabia-o o Passos Coelho. Sabia-o o Cavaco Silva... toda a gente o sabia.
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Até o Louçã o sabia, e trocou as voltas ao PSD, ao apresentar a primeira moção de censura da época, no dia seguinte à tomada de posse do presidente eleito.
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Sócrates percebeu que agora podia saír e, de alguma forma, sacudir alguma água do capote. Foi "empurrado" para fora do governo e com isso o inevitável vai acontecer... o FMI e os demais fundos vão entrar em Portugal. O argumento do Sócrates agora será o de atribuír à não aprovação do PEC IV as responsabilidades da entrada da ajuda externa a Portugal. E terá razão quanto a isso, não haja dúvidas. A coisa certa a fazer pelos partidos, a começar pelo PSD, seria aprovar o PEC IV e, de seguida, procurar derrubar o governo, com o apoio do CDS-PP.
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Não o fizeram assim, o PEC IV não foi aprovado e lá fora vão-nos caír em cima. Os juros da dívida vão aumentar e, escrevam isto, vão chegar aos 10%.
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E agora sim, hipóteses: O PSD ganha as eleições, aparece com o discurso de que o país está muito mal, que as contas do governo estavam mal feitas e que é preciso tomar medidas muito drásticas. Eles próprios já disseram que aumentariam, por exemplo, o IVA para os 25%. E outras medidas seriam tomadas, medidas penosas para a sociedade e justificadas pelo "estado terrível a que deixaram o país.
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Se for o PS a ganhar as eleições, serão tomadas, tambem, medidas de austeridade... justificadas pelo período de instabilidade que a oposição fez valer ao país. Provavelmente o IVA aumentará para os 25% e outras medidas de austeridade, tão ou mais drásticas que as já tomadas no Orçamento de Estado para 2011.
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Se, e eu gostaria que assim fosse, o PS e o PSD acordarem um bloco central para governar, estarão de acordo em tomar as mesmas medidas que tomariam em separado, sob o argumento de que seriam as medidas acertadas para tal.
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Resumindo, Portugal está numa fase negra. E venha quem vier, vai haver menos dinheiro para distribuír, menos dinheiro para remunerar e muito mais impostos para pagar. Podem pintar a coisa de rosa, de laranja, de amarelo às pintinhas azuis, mas o Verão vai ser regado de más notícias para todos nós.