segunda-feira, julho 13, 2009

Road to Dublin - Where the streets have no name

Ora aí está uma das músicas mais aclamadas dos U2. Where the streets have no name é a música número 1 do album Joshua Tree. Foi uma música que ultrapassou na época o outro épico som Sunday Bloody Sunday, tendo sido extremamente bem recebido nos Estados Unidos.
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É das tais que a gente, em miúdo, ouve, gosta mas nem sabe quem é que a toca ou canta. Tem um tom de épico, que faz com que os acordes iniciais sejam os que mais fantasiam a malta nos concertos. O exatese é brutal quando se chega aos primeiros versos. Saltos, gritos, sorrisos e, muitas vezes, lágrimas tambem. A música é realmente espectacular e, espero, ouvi-la no concerto em Dublin, pois dizem ser daquelas (a par de Sunday Bloody Sunday) que mais especiais são nos concertos dos U2.
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A música foi feita em 1987 e, apesar de ser a música de abertura do album, foi libertada como terceiro single. A ideia por traz daquela letra é retratar uma realidade vivida na Irlanda do Norte, onde as ruas, os nomes das ruas são fronteiras, são territórios, amplamente marcados e defendidos, em nome de uma religião. Fervilha a violencia e há ruas proibidas para católicos, ruas proibidas para protestantes. Nos feriados ou nas manifestações religiosas, os cortejos tem de andar aos zig zags para não entrarem em ruas de crenças diferentes.
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A música fala de diferenças e de um esforço para as ultrapassar, uma luta para quebrar barreiras. Onde as ruas não tém nome e onde qualquer pessoa, católica ou protestante, possa passear sem medo e sem preocupação. Liberdade para se ser o que se quer ser, sem medo de represálias, políticas ou religiosas.
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Por isso, tornou-se um hino, devido à sua mensagem. Na Irlanda e, tambem, fora Irlanda. Na Alemanha, nos Estados Unidos, em todo o mundo, o significado e a significancia daquela música é clara e, por isso, ela se tornou aclamada. Um grito que diz basta à intolerancia.
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A entrada da música é arrebatadora... A versão que ponho aqui é uma das mais recentes, já de um dos concertos do 360 tour, em Milão.
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Where the Streets have no name, live at Milan, 2009
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I want to run
I want to hide
I want to tear down the walls
That hold me inside
I want to reach out
And touch the flame
Where the streets have no name

I want to feel, sunlight on my face
See that dust cloud disappear without a trace
I want to take shelter from the poison rain
Where the streets have no name

Where the streets have no name
Where the streets have no name
Were still building
Then burning down love, burning down love
And when I go there
I go there with you...
(its all I can do)

The cities a flood
And our love turns to rust
Were beaten and blown by the wind
Trampled into dust
Ill show you a place
High on ta desert plain
Where the streets have no name

Where the streets have no name
Where the streets have no name
Still building
Then burning down love
Burning down love
And when I go there
I go there with you
(its all I can do)