Vicitudes (acho que se escreve assim)
Dia 7 de Novembro vou estrear-me, com uma camisola diferente, no sítio que acolheu o meu culto anos e anos a fio. Vou logo jogar contra a minha “primeira” antiga equipa. Vou rever miúdos que tiveram o azar de ser treinados por mim duas épocas inteiras. Alguns deles que deram os primeiros dribles e lançaram as primeiras bolas naquele clube sob minha orientação, que ouviram e levaram com muitos gritos da minha parte, que fizeram muitos suicidas e tiveram muitos castigos, mas que também apanharam com efusivos gritos de felicitação quando eram concretos com o que se lhes era pedido. Miúdos que levei aos Açores, ao Minho, ao Porto, a Valado de Frades, a Reguengos de Monsaraz, a Grândola, ao Algarve e a tantos outros lugares, sempre dignificando a camisola e o clube nos jogos efectuados e na postura fora deles.
.
Esses miúdos tiveram a felicidade de se verem acolhidos, o ano passado, na orientação de uma pessoa que é uma referência para mim. A mesma pessoa que me puxou para aquele clube em Setembro 1996. O Jorge Bruno foi o primeiro treinador que tive ali. Com ele passei dois anos a trabalhar, a aprender realmente o que era o basket, a aprender a jogá-lo mas sobretudo aprendi a estar na modalidade e no clube.
Esses miúdos tiveram a felicidade de se verem acolhidos, o ano passado, na orientação de uma pessoa que é uma referência para mim. A mesma pessoa que me puxou para aquele clube em Setembro 1996. O Jorge Bruno foi o primeiro treinador que tive ali. Com ele passei dois anos a trabalhar, a aprender realmente o que era o basket, a aprender a jogá-lo mas sobretudo aprendi a estar na modalidade e no clube.
.
De início, quando apanhei o Jorge Bruno como treinador, chocou-me um pouco a personalidade forte que aquele treinador tinha. Em alguns momentos, parecia que nos ia atirar com o banco sueco à cabeça quando não fazíamos as coisas com o empenho e a concentração exigida. Mas depois notava as efusivas respostas que nos dava quando no treino ou no jogo surgíamos a jogar “à sua imagem”. A forma espontânea como “explodia” em alegria quando as coisas mais simples saiam com qualidade. Essa forma de estar definiu-me também no caminho que optei percorrer e há uma parte singela de “Jorge Bruno” na minha postura de treinador (mas obviamente, preciso de “comer muita sopa” para lhe “chegar aos calcanhares”).
De início, quando apanhei o Jorge Bruno como treinador, chocou-me um pouco a personalidade forte que aquele treinador tinha. Em alguns momentos, parecia que nos ia atirar com o banco sueco à cabeça quando não fazíamos as coisas com o empenho e a concentração exigida. Mas depois notava as efusivas respostas que nos dava quando no treino ou no jogo surgíamos a jogar “à sua imagem”. A forma espontânea como “explodia” em alegria quando as coisas mais simples saiam com qualidade. Essa forma de estar definiu-me também no caminho que optei percorrer e há uma parte singela de “Jorge Bruno” na minha postura de treinador (mas obviamente, preciso de “comer muita sopa” para lhe “chegar aos calcanhares”).
.
Ensinou-nos a disputar cada jogo com uma intensidade que mais nenhuma equipa, naquele ano, soube ter. Começamos a época a levar 30 pontos do Queluz, que era apenas a segunda equipa de Lisboa… Chegamos ao nacional a espetar-lhes 20, com dois autenticos festivais de basket, no Barreiro e em Queluz. A duas jornadas do final da fase regular do nacional, já estávamos apurados para a final 4, que ia ter lugar em Sangalhos. E lá fomos nós, como autênticos “outsiders”. Ninguém, a não ser nós dentro da equipa, seria capaz de apostar alguma coisa em nós.
Ensinou-nos a disputar cada jogo com uma intensidade que mais nenhuma equipa, naquele ano, soube ter. Começamos a época a levar 30 pontos do Queluz, que era apenas a segunda equipa de Lisboa… Chegamos ao nacional a espetar-lhes 20, com dois autenticos festivais de basket, no Barreiro e em Queluz. A duas jornadas do final da fase regular do nacional, já estávamos apurados para a final 4, que ia ter lugar em Sangalhos. E lá fomos nós, como autênticos “outsiders”. Ninguém, a não ser nós dentro da equipa, seria capaz de apostar alguma coisa em nós.
.
Foi com enorme surpresa, para muitos mas não para nós próprios, que vencemos o Galitos logo na primeira jornada, que jogava em casa e era mesmo o principal favorito. Continuamos a surpreender toda a gente, menos nós próprios, com o Belenenses, campeão de Lisboa e uma equipa também com fortes ambições. No último jogo confirmamos que éramos efectivamente a melhor equipa, ganhando ao Vasco da Gama, depois de uma 2ª parte de luxo (ao intervalo perdíamos por 18 pontos). Tornamo-nos campeões, deixando muitos “leigos” a pensar “como é que aqueles “meias-lecas” do Barreiro conseguiram ganhar aquele campeonato? Resposta fácil… muito trabalho, muita entrega. Não houve equipa naquele ano que defendesse melhor que nós, corresse mais que nós ou jogasse sequer com metade da intensidade que nós impúnhamos no jogo. Mérito enorme para um treinador que conseguiu criar ali um grupo muito forte e com enorme personalidade competitiva… um grupo claramente à sua imagem e à imagem do clube que representavam.
.
Encontro vários itens de comparação entre esta equipa de agora e a de 1997/98.. Não podia deixar de fazer esta referência nesta altura, deixando ao mesmo tempo um reconhecimento aos miúdos, que me aturaram dois anos, no Minibasket e nos Iniciados, assim como ao treinador que me levou para aquela casa. Curiosamente, vai ser ele, agora também, o treinador a “apadrinhar” a minha estreia em jogos oficiais naquele ginásio, como rival. Desejo-lhes enorme sucesso na época desportiva… excepção aos jogos que vierem a fazer contra mim, está claro. Que consigam repetir o êxito que nós tivemos à 10 anos atráz...
Encontro vários itens de comparação entre esta equipa de agora e a de 1997/98.. Não podia deixar de fazer esta referência nesta altura, deixando ao mesmo tempo um reconhecimento aos miúdos, que me aturaram dois anos, no Minibasket e nos Iniciados, assim como ao treinador que me levou para aquela casa. Curiosamente, vai ser ele, agora também, o treinador a “apadrinhar” a minha estreia em jogos oficiais naquele ginásio, como rival. Desejo-lhes enorme sucesso na época desportiva… excepção aos jogos que vierem a fazer contra mim, está claro. Que consigam repetir o êxito que nós tivemos à 10 anos atráz...

1 Comments:
,não tenho palavras para descrever o que me vai na alma. Contrariamente ao que escreves "neste pedaço de ti" tu chegas e ultrapassas os meus calcanhares. Um treinador não se avalia só pelo que sabe técnica ou tacticamente mas também pelo empenho, dedicação, esforço, caracter, humildade, etc... E tu deste tanto ou mais que eu aquela que é e será sempre "À NOSSA CASA", por isso te digo, és tão bom ou melhor que eu!
Aqui demonstras tudo isso e não posso de maneira alguma deixar de te agradecer as palavras simpáticas como me descreves. Acima de tudo és e serás sempre um dos meus, daqueles muídos que com eles também aprendi, daqueles muídos que me deu um prazer enorme trabalhar, daqueles miúdos com os quais sem o vosso esforço não seria aquilo que sou hoje. A ti e a tantos outros como tu, devo aquilo que sou hoje.
Um bem haja para a tua família e hoje será o regresso de dois bons flhos (Tu e o Pedro Oliveira) à casa que vos viu nascer. Desejo-te tudo de bom, e sabes que sempre k precisares estarei à tua disposição. 1 ABRAÇO DO TAMANHO DO MUNDO.
Jorge Bruno
Enviar um comentário
<< Home