Condolencias
Este é o 100º Post que deixo aqui no blog...
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Todas as vidas tém um fim. Eu, pessoalmente, não temo o fim da minha... mas cada vez mais tremo pelo fim da vida daqueles que me são próximos. Sofri muito com a morte do meu avô, à 9 anos. Sofri em silencio. Sofri na minha forma peculiar. Foi a primeira vez que uma pessoas que fazia efectivamente parte real na minha vida se ia embora dessa forma. Mesmo agora, ainda não consigo tecer considerações sobre a morte dele... prefiro e opto sempre por considerar a vida que tive com ele.
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Mas nos últimos meses, pessoas que me eram próximas tambem caíram. Pessoas que me habituei a ter por perto ao longo da minha vida. Pessoas com quem partilhei alguma coisa. Uma conversa, um projecto, umas férias.
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Apesar de próximas, apesar da dor que tambem senti, percebi que não era nem de perto nem de longe comparada àquela que sentiam as esposas, os filhos, os irmãos, as mães e os pais... Partilhava a perca de uma pessoa importante, mas a for era diferente. E de um modo egoísta, sem dúvida, assolei-me do medo que tenho em perder pessoas que me sejam tão proximas como eram aquelas que aquelas pessoas perderam...
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Mal sabia eu que enquanto me perdia nesse medo, o verdadeiro medo que eu tenho na minha vida, um amigo é assolado com a triste experiencia de perder alguem.
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É triste esta realidade em que todos tém de morrer um dia. Triste mas necessária. Já o disse uma vez e repito-o. Todas as memórias, todas as vivencias, os ensinamentos as zangas, as teimas, todos sorrisos, todas as tristezas, tudo aquilo que uma pessoa vincou ou provocou, de bom e de mau, é o que fica no final. E é quanto basta para tornar imortal um nome e uma figura.
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Porque no final ficam as memórias, e quanto mais ricas forem, mais vivas se tornam... e alguem que partiu, na realidade estará sempre ao nosso lado.
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Um grande abraço Mach6 e força para ti e para a tua família, neste momento de dor, neste difícil carreiro que tém de ultrapassar. Desejo-vos força, muita força, para encarar de frente a tristeza que vos apoquenta, saudosos por terem de dizer adeus a alguem tão próximo, mas felizes pelos momentos bons que com ele tiveram e que o tempo jamais apagará.

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