quinta-feira, abril 16, 2009

To Ginja e U2

Ora bem...
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É notória e já foi calejada aqui no blog o gosto enorme que eu tenho pelos U2. São claramente a minha banda de música preferida. Sou daqueles que ouve o raio de um album e só passo em frente a duas ou tres músicas que me dizem pouco... mas mesmo essas, custam a passar pá frente. Sou claramente defensor de toda a música que eles fizeram e quando dizem "ah e tal, os gajos fizeram três albuns bons mas depois foi sempre a descer de qualidade" eu digo "olhe que não, olhe que não!".
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Como tudo na vida, tudo é efémero, tudo se transforma. E eu tive a sorte de observar in loco a metamorfose dos U2 de Achtung Baby (quando comecei a conhece-los, por influencia de uma cassete com o album deles, que o meu primo Nuno tinha e eu ouvia) até ao album mais recente "No line on the horizon", é notória mas concreta. Quando os acusam de se terem, em determinado momento, tornado demasiado "comerciais", a verdade é que eu não concordei. Acho sim que eles promovem bem as coisas que fazem, mas a qualidade da sua música em nada é sobrevalorizada pela promoção comercial, pelo menos na parte que me toca. Isso é fácil de se perceber quando compramos um album e as músicas que nos tocam mais são as músicas que não chegam a singles. As que chegam a singles ficam no ouvido, mas as que nos tocam ficam para sempre. Ou seja, para refutar a ideia do mito "demasiado comercial que são os U2", eu respondo com um facto: quem compra um album dos U2, não vai atráz de uma música apenas, mas sim de 14.
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É por isso que os U2 (e os Xutos e Pontapés e, agora menos, os Cranberries) são as únicas bandas que eu assumo o risco de comprar um album de originais, imediatamente quando saem. E nunca me arrependi.
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Voltando aos U2. É notória, como já disse, a transformação de Achtung Baby a No line on the horizon. Para mim é uma completa evolução. Os U2 de agora jamais seriam capazes de fazer um Achtung Baby de novo, mas tambem é verdade que os U2 de 1990 jamais seriam capazes de fazer um No line on the Horizon. São albuns e músicas que reflectem não uma época, mas uma forma de estar, uma vida e uma experiencia. E a grande verdade é que, apesar de distintas, são tambem indissociáveis. E o mérito deles é esse. Distinguem-se, mas jamais deixam de ter uma própria identidade. É por isso que adoro a música dos U2. Tão diferente e tão igual. Na música e nas letras.
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E depois há outra coisa. Os U2 ao vivo cantam as mesmas músicas de forma sempre diferente. Tenho no meu "stash" de música imensas versões das mesmíssimas músicas. E ouvir a Sunday Bloody Sunday no concerto de Boston, no concerto de Chicago, no concerto de Slane Castle, ou em Milão ou em Sidney, sendo a mesma música, sendo sempre a mesma letra, a mesma voz, é sempre tão diferente. E o mesmo para a Where the Streets have no name, ou a The Fly ou, uma das minhas preferidas, a Kite. E é por isso que um dos meus sonhos, que espero (ainda não está 100 por cento garantido) conseguir realizar em Julho, é, FINALMENTE, assistir "in loco" a um desses verdadeiros espectáculos. E ainda por cima EM DUBLIN.
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Por isso, decidi escrever aqui este artigo. E por isso tambem vou tentar, até ao dia 27 de Julho, fazer uma série em que exponho aqui as músicas (com vídeos do youtube) e letras das mesmas, juntamente com um comentário meu sobre a origem da música, significado, etc, etc... e são tantas que, estou desconfiado, se quero fazer uma coisa a séria, com todas as músicas dos U2 que eu não me canso de ouvir, vão ter de saír posts bi diários.
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Hoje foi um post generalizado, e como que a anunciar essa "saga", que vou chamar de "Road to Dublin 2009".