Novo Acordo Ortográfico
Vou ser breve... que raio de merda é esta que um gajo passa 12 anos e mais alguns a aprender a escrever, a foder os finais de tarde a repetir 30 vezes as palavras que escrevia com erro numas quaisquer composições da escola, e que afinal, passados quase vinte anos, esses erros de outrora tornam-se efectivamente formas correctas de escrever? Ou seja, tempo que podia estar a jogar à bola e preparar o grande To Ginja a ser um jogador ao nível de um qualquer Ronaldo ou Messi, tempo que podia estar a dar porrada nuns quaisqueres cromos ou a fugir de outros que quisessem eles dar porrada ao pequeno To Ginja, tempo que podia ter usado para aperfeiçoar a minha técnica de arremesso de pedra (nunca se sabe quando é que vamos voltar a caçar bichos com pedra lascada) ou de de jogo do berlinde, tempo que podia ter passado a assistir ao episódio de uma série qualquer de televisão (educativa ou deseducativa), foi gasto a aprender a escrever bem, para os 15/20 anos seguintes... mas depois disso, é um "fode-te ke já és grande, e ve se aprendes a escrever outra vez". Quer dizer, é que um gajo perde parte da sua infancia com essas merdinhas, quando afinal não eramos imbecias, eramos sim visionários!
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Qual é o problema de haverem regras de escrita para os brasileiros diferentes da nossa? Ou o mesmo para os Angolanos ou Moçambicanos ou mesmo Cabo Verdianos? Será que, apesar de partilharmos a lingua oficial, não a falamos de maneira diferente? Não é legítimo tambem escrever-se de maneira diferente? Tudo bem, objetivo sem C até fica melhor do que com C... mas nós, portugueses, devemos a nossa lingua a uma miscelanea de muitas outras. Latim, gotico, celtico, sei lá. E o C em objeCtivo ou em caráCter é uma herança dessa miscelanea. Eu sou da opinião que, se é assim que escrevemos, que assim seja.
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Por outro lado, isto da escrita tem de ter regras básicas, sim senhor. Se eu quieser escrever kero em vez de quero, penso que toda a gente percebe o que quero escrever. Ou seja, qual é o mal de se escrever das duas formas? Para mim, não há nenhum. Se eu quiser escrever objeCtivo, faço-o... e não é por isso que deixarão de ter noção do seu significado. Tudo isto para dizer que esta coisa do acordo ortográfico é um capricho. Os resultados que vão advir, sem dúvida vão "aproximar" parte do que se escreve, mas no fundo é remar contra a maré, porque com o tempo os vários tipos de "português" que se falam, da américa à áfrica, vão ficando cada vez mais distantes. E é normal que assim seja, porque as culturas, as identidades e os hábitos de cada uma dessas nações assim o ditará..
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Tenho dito!
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Qual é o problema de haverem regras de escrita para os brasileiros diferentes da nossa? Ou o mesmo para os Angolanos ou Moçambicanos ou mesmo Cabo Verdianos? Será que, apesar de partilharmos a lingua oficial, não a falamos de maneira diferente? Não é legítimo tambem escrever-se de maneira diferente? Tudo bem, objetivo sem C até fica melhor do que com C... mas nós, portugueses, devemos a nossa lingua a uma miscelanea de muitas outras. Latim, gotico, celtico, sei lá. E o C em objeCtivo ou em caráCter é uma herança dessa miscelanea. Eu sou da opinião que, se é assim que escrevemos, que assim seja.
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Por outro lado, isto da escrita tem de ter regras básicas, sim senhor. Se eu quieser escrever kero em vez de quero, penso que toda a gente percebe o que quero escrever. Ou seja, qual é o mal de se escrever das duas formas? Para mim, não há nenhum. Se eu quiser escrever objeCtivo, faço-o... e não é por isso que deixarão de ter noção do seu significado. Tudo isto para dizer que esta coisa do acordo ortográfico é um capricho. Os resultados que vão advir, sem dúvida vão "aproximar" parte do que se escreve, mas no fundo é remar contra a maré, porque com o tempo os vários tipos de "português" que se falam, da américa à áfrica, vão ficando cada vez mais distantes. E é normal que assim seja, porque as culturas, as identidades e os hábitos de cada uma dessas nações assim o ditará..
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Tenho dito!

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