Justiça
Há coisas que me fazem uma certa confusão. Ontem o Pinto da Costa foi absolvido da acusação mais grave que tinha em mãos e a única que o levou a ser arguido e a enfrentar o tribunal de Gaia nessa condição. Quer se acredite ou deixe de acreditar na inocencia ou na culpabilidade dele, uma coisa é certa: um tribunal deliberou.
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Os juízes são homens (e mulheres obvio). A lei que os guia foi feita por homens e mulheres tambem. Como tal, nem os juízes nem a lei que os rege estão imune aos erros. E diáriamente vemos casos em que sentimos inúmeras injustiças que são feitas, fruto de leis mal feitas ou leis que são feitas à medida de alguns. Não tenho dúvidas que isso acontece. Ora, só a título de curiosidade, foi votada e aprovada, pelos próprios deputados, uma resolução na Assembleia da República que ivoca alterações no seu regime de faltas/assiduidade. Nos termos do nº5 do Artigo 166 da Constituição, resulou-se, entre outras coisas, saliento o número 7, que é ilustrativo do que quero comentar: A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana.
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Os mesmos que determinaram que, à luz da lei, são pessoas sérias e incapazes de mentir, são parte do mesmo grupo que determina o que é ou não é necessário para responsabilizar alguem por corrupção ou não. E mais verdade é que essas leis, mais sérias e menos sérias, são as que determinam como um tribunal deve deliberar. E num tribunal, essa lei é igual para todos, seja rico, seja pobre, tenha o apoio do populismo ou o odio dele.
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Quando dizem que a justiça, efectivamente, não é igual para todos, talvez estejam certos. O dinheiro, por muito que se queira defender que não deve fazer a diferença, a verdade é que faz. Quanto mais dinheiro se tiver para gastar, melhor são as hipóteses de se comprar um bom computador, um bom televisor, um bom carro, etc, etc, etc. Quanto melhor nós, individualmente, formos no desenvolvimento de uma actividade, mais dinheiro vamos exigir a quem quer usufruír das nossas capacidades. Não haja dúvidas que, para alguem ter um bom advogado de defesa, um que saiba mais que os outros, tem mais probabilidades de o ter pagando bem. Portanto, é obvio que quem tem mais guita, consegue ter um melhor trabalho de defesa e, por isso, ter melhores hipóteses de se ver resoluto em tribunal. Conhecendo melhor as leis, é meio caminho andado para as contornar. Certo ou errado, esta é a verdadeira sociedade que nós temos. Da mesma forma que com mais dinheiro tivermos, melhor é o telemóvel que podemos comprar.
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Ontem ficou demonstrado uma coisa. Que não é por se ter toda a gente a dizer uma coisa, que essa coisa se torna verdade. Muitos virão dizer que, "ah e tal, não se fez justiça porque o Pinto da Costa devia estar preso, porque é corrupto". Não interessa se há provas ou não... não interessa se houve tentativa clara de linchamento ou não. É do senso comum, ou tentam fazer com que seja assim, que o gajo era culpado e, logo, todo o que se dissesse contra ele seria sempre verdade. A semi escritora Carolina Salgado pode, a seu belo prazer, instaurar mentiras e, consequentemente, juízos falsos sobre o Pinto da Costa. Chamo-lhe Semi escritora, porque parte do livro, nomeadamente a parte que diz respeito às aventuras alegadamente comuns entre o Pinto da Costa e ela nos meandros daquilo que iria ser investigado no Apito Dourado, foram definidas por alguem que, vá-se lá saber porquê, escreve para um jornal desportivo nacional, jornal esse que, fazendo fé no que lá se lê, é claramente regional, e é adepta de um clube rival.
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Ou seja, fosse culpado ou inocente, certo é que foi montada uma campanha com mentiras e injúrias contra o Pinto da Costa, patrocinada pelo Luís Filipe Vieira, presidente do SL Benfica, e outros agentes. É indesmentivel que muito do que se disse e redisse e se assumiu como verdade, era mentira. É INDESMENTIVEL E IRREFUTÁVEL QUE CAROLINA SALGADO MENTIU. E a categoria dos jornais e da comunicação social que patrocinou essa campanha é muito simplesmente assobiar para o lado, como se nada se tivesse passado. Depois de comprovado e assegurado que houve mentira nos testemunhos que levaram ao reatamento dos processos contra Pinto da Costa, testemunhos esses repetidos até à exaustão por Correio da Manhã, A Bola, Record e outros que mais, assumidos como verdades absolutas por diversas gentes nas galerias de opinião, difundidas por revistas, televisões ou rádios, agora, apesar de assegurada essa mentira, NENHUM as assume. Todos, repito, assobiam para o lado.
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Foi montada uma enorme campanha, patrocinada por dinheiros privados e, tambem, públicos para injuriar o Pinto da Costa. Essa campanha está à vista de toda a gente, mas ninguem responsável a assume. Ontem mostrou-se ao país que à luz do direito e da Justiça, por mais que se repita uma mentira, ela não se torna verdade... e por isso, estou satisfeito, efusivamente satisfeito. Fez-se, na verdade, justiça, mesmo contra a vontade de alguns que tudo fizeram para a deturpar.
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E agora, a pergunta que se faz é simples: o que irá acontecer com aqueles que tudo fizeram para fazer prevalecer a justiça na base da mentira e da injuria?
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PS.: Maior satisfação me dá ao visitar os sites de tantos jornais e ver que, afinal, a Absolvição do Pinto da Costa mais não é do que uma tirinha para tapar o branco do papel nas páginas principais. O contraste com as páginas em que anunciavam PINTO DA COSTA NO BANCO DOS RÉUS é obvio e revelador de quão pesada está a "justiça" de decisão nas redacções... vale mais a mentira do que vale a verdade. Foi-me dada razão, e por isso, mais uma vez, estou efusivamente satisfeito. E a todos os outros que não coadunam desta opinião, não abram os olhos e não se insurjam tambem contra o que está à vista de todos... deixem andar assim, e depois queixem-se de ficarmos outra vez fechados e perdidos no mundo.
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Os juízes são homens (e mulheres obvio). A lei que os guia foi feita por homens e mulheres tambem. Como tal, nem os juízes nem a lei que os rege estão imune aos erros. E diáriamente vemos casos em que sentimos inúmeras injustiças que são feitas, fruto de leis mal feitas ou leis que são feitas à medida de alguns. Não tenho dúvidas que isso acontece. Ora, só a título de curiosidade, foi votada e aprovada, pelos próprios deputados, uma resolução na Assembleia da República que ivoca alterações no seu regime de faltas/assiduidade. Nos termos do nº5 do Artigo 166 da Constituição, resulou-se, entre outras coisas, saliento o número 7, que é ilustrativo do que quero comentar: A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana.
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Os mesmos que determinaram que, à luz da lei, são pessoas sérias e incapazes de mentir, são parte do mesmo grupo que determina o que é ou não é necessário para responsabilizar alguem por corrupção ou não. E mais verdade é que essas leis, mais sérias e menos sérias, são as que determinam como um tribunal deve deliberar. E num tribunal, essa lei é igual para todos, seja rico, seja pobre, tenha o apoio do populismo ou o odio dele.
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Quando dizem que a justiça, efectivamente, não é igual para todos, talvez estejam certos. O dinheiro, por muito que se queira defender que não deve fazer a diferença, a verdade é que faz. Quanto mais dinheiro se tiver para gastar, melhor são as hipóteses de se comprar um bom computador, um bom televisor, um bom carro, etc, etc, etc. Quanto melhor nós, individualmente, formos no desenvolvimento de uma actividade, mais dinheiro vamos exigir a quem quer usufruír das nossas capacidades. Não haja dúvidas que, para alguem ter um bom advogado de defesa, um que saiba mais que os outros, tem mais probabilidades de o ter pagando bem. Portanto, é obvio que quem tem mais guita, consegue ter um melhor trabalho de defesa e, por isso, ter melhores hipóteses de se ver resoluto em tribunal. Conhecendo melhor as leis, é meio caminho andado para as contornar. Certo ou errado, esta é a verdadeira sociedade que nós temos. Da mesma forma que com mais dinheiro tivermos, melhor é o telemóvel que podemos comprar.
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Ontem ficou demonstrado uma coisa. Que não é por se ter toda a gente a dizer uma coisa, que essa coisa se torna verdade. Muitos virão dizer que, "ah e tal, não se fez justiça porque o Pinto da Costa devia estar preso, porque é corrupto". Não interessa se há provas ou não... não interessa se houve tentativa clara de linchamento ou não. É do senso comum, ou tentam fazer com que seja assim, que o gajo era culpado e, logo, todo o que se dissesse contra ele seria sempre verdade. A semi escritora Carolina Salgado pode, a seu belo prazer, instaurar mentiras e, consequentemente, juízos falsos sobre o Pinto da Costa. Chamo-lhe Semi escritora, porque parte do livro, nomeadamente a parte que diz respeito às aventuras alegadamente comuns entre o Pinto da Costa e ela nos meandros daquilo que iria ser investigado no Apito Dourado, foram definidas por alguem que, vá-se lá saber porquê, escreve para um jornal desportivo nacional, jornal esse que, fazendo fé no que lá se lê, é claramente regional, e é adepta de um clube rival.
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Ou seja, fosse culpado ou inocente, certo é que foi montada uma campanha com mentiras e injúrias contra o Pinto da Costa, patrocinada pelo Luís Filipe Vieira, presidente do SL Benfica, e outros agentes. É indesmentivel que muito do que se disse e redisse e se assumiu como verdade, era mentira. É INDESMENTIVEL E IRREFUTÁVEL QUE CAROLINA SALGADO MENTIU. E a categoria dos jornais e da comunicação social que patrocinou essa campanha é muito simplesmente assobiar para o lado, como se nada se tivesse passado. Depois de comprovado e assegurado que houve mentira nos testemunhos que levaram ao reatamento dos processos contra Pinto da Costa, testemunhos esses repetidos até à exaustão por Correio da Manhã, A Bola, Record e outros que mais, assumidos como verdades absolutas por diversas gentes nas galerias de opinião, difundidas por revistas, televisões ou rádios, agora, apesar de assegurada essa mentira, NENHUM as assume. Todos, repito, assobiam para o lado.
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Foi montada uma enorme campanha, patrocinada por dinheiros privados e, tambem, públicos para injuriar o Pinto da Costa. Essa campanha está à vista de toda a gente, mas ninguem responsável a assume. Ontem mostrou-se ao país que à luz do direito e da Justiça, por mais que se repita uma mentira, ela não se torna verdade... e por isso, estou satisfeito, efusivamente satisfeito. Fez-se, na verdade, justiça, mesmo contra a vontade de alguns que tudo fizeram para a deturpar.
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E agora, a pergunta que se faz é simples: o que irá acontecer com aqueles que tudo fizeram para fazer prevalecer a justiça na base da mentira e da injuria?
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PS.: Maior satisfação me dá ao visitar os sites de tantos jornais e ver que, afinal, a Absolvição do Pinto da Costa mais não é do que uma tirinha para tapar o branco do papel nas páginas principais. O contraste com as páginas em que anunciavam PINTO DA COSTA NO BANCO DOS RÉUS é obvio e revelador de quão pesada está a "justiça" de decisão nas redacções... vale mais a mentira do que vale a verdade. Foi-me dada razão, e por isso, mais uma vez, estou efusivamente satisfeito. E a todos os outros que não coadunam desta opinião, não abram os olhos e não se insurjam tambem contra o que está à vista de todos... deixem andar assim, e depois queixem-se de ficarmos outra vez fechados e perdidos no mundo.

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