Devia haver petróleo no Beato!!
Mas não há… e como não há, e como também ainda estamos 70% dependentes do petróleo, vivemos à mercê dos caprixos e luxúrias das petrolíferas. E nestes últimos tempos, temos entendido que vale tudo para se ganhar dinheiro no petróleo, inclusivé argumentar descaradamente com inverdades ou excertos de verdade.
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O ponto prévio é este: o petróleo actualmente está a valer tanto como valia em Novembro do ano passado… a gasolina e o gasóleo estão a valer mais 10/15 centimos do que valiam em Novembro do ano passado.
O ponto prévio é este: o petróleo actualmente está a valer tanto como valia em Novembro do ano passado… a gasolina e o gasóleo estão a valer mais 10/15 centimos do que valiam em Novembro do ano passado.
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Razões para isto? Bom segundo o bacano da Galp, há vários argumentos. Um deles diz respeito ao facto de o comércio de combustível refinado (gasolina e gasóleo) depende de vários pontos e só um desses está relacionado com o preço do petróleo. É obvio que a refinação tem custos. Não basta ter o petróleo, é necessário submete-lo a um conjunto de processos que também tém custos. O que já não é tão obvio é entender e aceitar que a refinação do petróleo possa sofrer um encarecimento em um ano apenas. Ou seja, se os processos são os mesmos, os custos do processo mantém-se… o que varia é o custo do petróleo. Se este aumenta tudo bem, a refinação aumenta também. Se ele diminui, a refinação também terá de diminuir. Ora a explicação para este facto poderá estar numa possível aplicação de novo método de refinação. O que não se compreende é como se consegue falar em desenvolvimento industrial se para um mesmo resultado, se vai desenvolver um método que encareça o custo do produto final. Não faz sentido.
Razões para isto? Bom segundo o bacano da Galp, há vários argumentos. Um deles diz respeito ao facto de o comércio de combustível refinado (gasolina e gasóleo) depende de vários pontos e só um desses está relacionado com o preço do petróleo. É obvio que a refinação tem custos. Não basta ter o petróleo, é necessário submete-lo a um conjunto de processos que também tém custos. O que já não é tão obvio é entender e aceitar que a refinação do petróleo possa sofrer um encarecimento em um ano apenas. Ou seja, se os processos são os mesmos, os custos do processo mantém-se… o que varia é o custo do petróleo. Se este aumenta tudo bem, a refinação aumenta também. Se ele diminui, a refinação também terá de diminuir. Ora a explicação para este facto poderá estar numa possível aplicação de novo método de refinação. O que não se compreende é como se consegue falar em desenvolvimento industrial se para um mesmo resultado, se vai desenvolver um método que encareça o custo do produto final. Não faz sentido.
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Quanto ao preço de produção, estamos esclarecidos… é impossível argumentar que esse preço não possa estar interligado ao preço do petróleo, sendo esse o único valor variável.
Quanto ao preço de produção, estamos esclarecidos… é impossível argumentar que esse preço não possa estar interligado ao preço do petróleo, sendo esse o único valor variável.
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Entramos então noutro item. “ah e tal, o dólar valorizou-se em relação ao Euro, portanto esta «desvalorização» é um pouco falsa, pois não reflecte realmente os valores reais para nós”. Também aqui está descrita uma verdade. No entanto, o mesmo argumento volta-se contra eles quando viajamos ao passado recente, em que o Euro estava a 1,5 dólares. Ou seja, quando no passado eles sentiram necessidade de aumentar o preço dos combustíveis da forma fantasmagórica que o fizeram, não fizeram referencia ao facto de efectivamente o preço do petróleo, em euros, estar cotado abaixo dos valores de à um ano. Ou seja, 130 dolares por barril, equivaleria a 86 euros!! O que equivale dizer que o petróleo para nós e para aqueles que negoceiam a gasolina e o gasóleo em Euros, estava mais barato do que à um ano. Interessante não é? Esta “verdade” foi esquecida pela Galp, BPs e companhia, durante os meses de Maio e Junho.
Entramos então noutro item. “ah e tal, o dólar valorizou-se em relação ao Euro, portanto esta «desvalorização» é um pouco falsa, pois não reflecte realmente os valores reais para nós”. Também aqui está descrita uma verdade. No entanto, o mesmo argumento volta-se contra eles quando viajamos ao passado recente, em que o Euro estava a 1,5 dólares. Ou seja, quando no passado eles sentiram necessidade de aumentar o preço dos combustíveis da forma fantasmagórica que o fizeram, não fizeram referencia ao facto de efectivamente o preço do petróleo, em euros, estar cotado abaixo dos valores de à um ano. Ou seja, 130 dolares por barril, equivaleria a 86 euros!! O que equivale dizer que o petróleo para nós e para aqueles que negoceiam a gasolina e o gasóleo em Euros, estava mais barato do que à um ano. Interessante não é? Esta “verdade” foi esquecida pela Galp, BPs e companhia, durante os meses de Maio e Junho.
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E chegamos agora a outro argumento usado “ah o gasóleo e a gasolina são produtos diferentes, logo tem regras de mercado diferentes”. No fundo diz, o que também é verdade… Eu não quero comprar petróleo… quero comprar gasóleo para o carro. Da mesma forma, se eu quiser comprar queijo, não vou comprar leite. Faz sentido, olhando para as coisas desta forma supérflua. Mas aqui o que eles dizem é que o preço deste produto varia com o mercado. Resumindo, são elas próprias que definem esse valor, consoante o mercado. Podem variar para aumentar vendas, para as limitar, é o mercado e a posição no mercado de determinada empresa que vai determinar o preço do combustível. Nada podia ser mais verdade! No fundo, o que as petrolíferas fazem é simplesmente argumentar e confirmar o que todos nós já sabíamos e o que, efectivamente, está errado.
E chegamos agora a outro argumento usado “ah o gasóleo e a gasolina são produtos diferentes, logo tem regras de mercado diferentes”. No fundo diz, o que também é verdade… Eu não quero comprar petróleo… quero comprar gasóleo para o carro. Da mesma forma, se eu quiser comprar queijo, não vou comprar leite. Faz sentido, olhando para as coisas desta forma supérflua. Mas aqui o que eles dizem é que o preço deste produto varia com o mercado. Resumindo, são elas próprias que definem esse valor, consoante o mercado. Podem variar para aumentar vendas, para as limitar, é o mercado e a posição no mercado de determinada empresa que vai determinar o preço do combustível. Nada podia ser mais verdade! No fundo, o que as petrolíferas fazem é simplesmente argumentar e confirmar o que todos nós já sabíamos e o que, efectivamente, está errado.
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O mais ridículo é usarem todos esses argumentos para ofuscarem a realidade e rematarem constantemente com um “não podemos ser responsabilizados, porque estas alternâncias de preços vão depender sempre de coisas que estão para além do nosso controlo”. Assim, aquilo que compram por 5 batatas, vendem por quinze… mas a culpa é do mercado.
O mais ridículo é usarem todos esses argumentos para ofuscarem a realidade e rematarem constantemente com um “não podemos ser responsabilizados, porque estas alternâncias de preços vão depender sempre de coisas que estão para além do nosso controlo”. Assim, aquilo que compram por 5 batatas, vendem por quinze… mas a culpa é do mercado.
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PS.: Em termos relativos, 15 a 25 centimos é quanto custa, de um modo estimativo, produzir 1 litro de combustível. A venda do produto da refinaria é feita aí nuns 30 a 40 centimos… a revenda é feita a 1,30 euros (para o gasóleo). O lucro na revenda é notório. Nesse valor, descontando os impostos e taxas, assim como as despesas de transporte, vislumbram-se lucros superiores a 100%. Quando nos lembramos inclusive que algumas dessas empresas são produtoras, o que implicou investimentos muito grandes é certo, percebemos que a grande verdade, é que nos andam a mamar com uma pinta do car----!!

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