Consequencias...
Com uma semana de intervalo, tivemos dois exemplos de polícia a disparar… ora, no primeiro, penso que pela primeira vez, não se ouviram demasiadas críticas contra a atitude da polícia de disparar para “imobilizar” os agressores, que no momento criavam uma situação clara de risco com os dois reféns que mantinham. A polícia disparou, matou um e deixou outro ferido. Foi uma decisão acertada e, claro está, com os seus riscos. Mas a mensagem passou, penso eu, para todos aqueles que se atrevam a fazer o mesmo.
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Sou a favor que a policia use, sem medos e sem rodeios, as suas armas de fogo em resposta a situações de perigo real e iminente para eles próprios ou para trauseantes. Isto implica que se um gajo vai de carro, é mandado parar pela polícia e em resposta decide acelerar e passar por cima do polícia, eles só tém de disparar. Há uns anos, morreram dois polícias no Algarve abalroados assim.
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Esta semana, se o que se diz é certo, a polícia cumpriu o seu dever, de usar as suas armas de fogo e dar assim um incremento de perigo e risco aos ocupantes perigosos daquele veículo. Mal sabiam eles que dentro da carrinha estava um miúdo que, porque estamos em Agosto e alguns pais não tem onde deixar os filhos quando vão trabalhar, acompanhava o pai no seu aparente emprego: roubar!
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Infelizmente perdeu-se uma vida… ainda por cima de uma criança. Mas eu sou daqueles que acredita e defende que a responsabilidade dessa morte tem de ser imputada ao pai e ao tio que não mediram as consequências do que estavam a fazer. Se um pai leva um miúdo que não sabe nadar para uma praia com bandeira vermelha, e o leva para dentro de água, não se queixe ao Correio da Manhã ou à TVI de que o miúdo se afogou porque não havia nadadores salvadores por perto. A mesma coisa se alguem se lembra de atravessar um sinal vermelho ou conduzir bebado... corre riscos e coloca outros em risco.
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Deve-se punir o pai daquele miúdo e ser ele acusado de negligencia. Quanto ao polícia que disparou, eu pessoalmente ilibo-o… a culpa deve recair totalmente no seu patrão, o Ministro da Administração Interna, que não acha necessário treinar os polícias a usar as suas armas de fogo em situação real. Os polícias não devem ter medo de usar a pistola quando tem de ser… mas depois tém uma completa obrigação de saber usar essa pistola. Não basta apontar e disparar, porque isso os bandidos tambem fazem... há a necessidade de ensinar e treinar esses polícias em situações concretas de acção na rua, como poe exemplo essas em os tentam atropelar.

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