Mês e Meio em Asfixia Perguiçosa
Foi o período de ausencia de qualquer tipo de actualização deste blog. Mês e meio em que se passou muita coisa e muita ficou por se passar. As campanhas passaram a correr, nalguns sítios, a rastejar, noutros..
Falou-se muito em asfixia democrática, nos TGVs, na segurança social, na justiça, no problema do desemprego, na crise, no Sócrates, na Ferreira Leite... enfim, uma parafernália de assuntos, de verdades, de falsas verdades e de meias verdades.
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E com tudo isto, passamos as férias dos partidos, a pré campanha eleitoral e a expressiva campanha propriamente dita (ainda alguem me há de explicar as diferenças entre "pré campanha" e "campanha").
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Muita coisa teria de ser dita, mas eu acho especialmente interessante as discussões sobre o termo "asfixia democrática" e a sua definição.
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Pois bem, a Srª Manuela Ferreira Leite considera que há uma grave "asfixia democrática" no continente e nos açores... desconsidera que o mesmo se passe na Madeira. Define que, a grande diferença é que, na Madeira, o Alberto João ganha eleições, com maiorias significativamente absolutas, à imensos anos repetidamente e cá, o Sr Sócrates consegue uma maioria e depois não há de conseguir mais nenhuma. Eu relembro à Srª Manuela que, o Sadam Hussein ganhava eleições com 98% dos votos do seu povo, inclusivé conseguia ter mais votos que a população votante do seu país. Concretamente, há uma questão fundamental: muitos votavam Saddam, com receio de, eventualmente votando contra, perdessem regalias, como a própria vida.
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Na Madeira, ninguem tem dúvidas: o povo vota no João Jardim, e poucos se atrevem a votar contra. E quanto a isto, experimenta-se uma real democracia. Mas, há argumentos que a própria manuela procura asfixiar quando são lançados. Nomeadamente aquele que diz que não sobrevive um jornal independente na madeira, não são adjudicados negócios ou apoios (muitos deles obrigatórios) a quaisqueres empresários com conotações contrárias à da linha PSD, se alguem mostra apoio a um partido da oposição, não sendo discriminado na sociedade madeirense, é-o pelo governo regional e, digno de ser categoricamente como um "exemplo de democracia", a assembleia regional conseguiu impedir (e impunemente) que um deputado DEMOCRATICAMENTE eleito pela sociedade, pelo povo madeirense, exercesse as suas funções.
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Há realmente uma "asfixia democrática" no continente. Ela não ocorre por imposição do partido do governo, mas sim por deferimento de pessoas, no governo, na oposição, na tv, na radio e nos jornais, que, como a Srª Manuela Ferreira Leite, procuram atirar areia aos olhos das pessoas que as escutam e observam, procurando cativar votos, apoios ou afinidades camuflando as verdades e as realidades, para defender o que não é defensável ou atacar o que não é atacável.
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