quinta-feira, agosto 04, 2005

Uma vida

Vidas que se abrem
Como livros poeirentos
Páginas sujas de palavras
Humidas de lagrimas, que brotam
Dos sentimentos que saltilham
Como andorinhas primaverís
.
Penas cheias de vontade
Largam tinta sem cessar,
Sempre viva e cintilante,
Como uma estrela no ceu de agosto
Escorre em folhas cristalinas
Que urgem em ser páginas
De um livro poeirento.
.
São vidas que se escrevem
Vidas que se lêem
Vidas que se dão
Vidas que se mostram
.
Vidas que se vivem
Numa vida
Num livro velho e poeirento
Molhado com palavras humidas
De quem escreveu num último sopro
A palavra fim